Boca Juniors (ARG) 2 x 0 Palmeiras – 24/10/2018

FBL-LIBERTADORES-BOCA-PALMEIRAS
Foto: Alejandro Pagni/AFP

Nas palavras do ex-técnico Muricy Ramalho: “a bola pune”.

Ficou evidente que entramos em campo tentando um empate, mesmo tendo condições de ganhar. Exageramos na cautela.

O Boca, vacinado pela derrota em casa no jogo da fase de grupos, fez uma ótima marcação e conteve nossas tímidas iniciativas.

Uma derrota moralizadora para o restante da temporada.

Após este tropeço precisamos vencer pelo mesmo placar para levar a disputa para os pênaltis ou vencer por 3 gols de diferença para garantir a vaga na final.

Jogo de ida válido pela semifinal da Libertadores 2018.

FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS 2 X 0 PALMEIRAS

DATA: 24 de outubro de 2018, quarta-feira
LOCAL: Estádio Alberto J. Armando, em Buenos Aires (ARG)
HORÁRIO: 21h45 (de Brasília)
ÁRBITRO: Roberto Tobar (CHI)
ASSISTENTES: Christian Schiemann e Claudio Rios (ambos CHI)
VAR: Julio Bascuñán (CHI)
CARTÕES AMARELOS: Zárate, Villa e Olaza (BJR); Gustavo Gómez e Bruno Henrique (PAL)
GOLS: Benedetto, aos 38 e aos 42 minutos do segundo tempo

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Zárate (Villa), Pavón (Buffarini) e Ábila (Benedetto). TÉCNICO: Guillermo Barros Schelotto.

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos, 41′ do 2ºT) e Moisés (Lucas Lima, 48′ do 2ºT); Dudu, Willian e Borja (Deyverson, 30′ do 2ºT) TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari.

PALMEIRAS X BOCA: RETROSPECTO GERAL
O Palmeiras irá encarar o Boca Juniors pela 24ª vez na história, considerando todas as competições já disputadas anteriormente entre as duas equipes. O retrospecto estatístico contabiliza oito vitórias do Verdão contra três do time xeneize – os outros 12 confrontos terminaram empatados. Ao todo, o Alviverde balançou as redes adversárias em 37 ocasiões, enquanto foi vazado em outras 26 oportunidades.

PALMEIRAS X BOCA: RETROSPECTO PELA LIBERTADORES
Se computadas apenas as partidas válidas pela Libertadores, a vantagem também é palestrina: das oito vezes que os caminhos dos times se cruzaram no torneio continental, foram duas vitórias palmeirenses, cinco empates e um único triunfo do Boca. Foram, ao todo, 16 gols marcados e 10 sofridos.

PALMEIRAS X BOCA JUNIORS NA ARGENTINA
A vantagem palmeirense sobre a equipe xeneize, aliás, se estende até em território hermano: na Argentina, o Verdão possui mais triunfos do que o próprio Boca Juniors. São três vitórias esmeraldinas contra uma dos donos da casa, além de outros cinco empates – o Alviverde vazou as redes adversárias 13 vezes e sofreu nove tentos.

PALMEIRAS JÁ GOLEOU BOCA POR 6 A 1 NA LIBERTADORES
A maior goleada da história de Palmeiras e Boca aconteceu justamente no primeiro encontro entre as duas equipes pela Libertadores, por 6 a 1 a favor do Verdão. O jogo aconteceu em 09 de março de 1994, e os gols esmeraldinos foram anotaos por Cléber, Roberto Carlos, Edílson, Evair (duas vezes) e Jean Carlo. Além dos autores dos gols, também foram a campo naquele dia os seguintes jogadores: Sérgio, Cláudio, Antônio Carlos, César Sampaio, Tonhão, Amaral, Mazinho e Zinho. Naquela ocasião, o treinador palmeirense foi o técnico Vanderlei Luxemburgo.

1º CLUBE BRASILEIRO A VENCER O BOCA POR 2 GOLS DE DIFERENÇA EM LA BOMBONERA
O Palmeiras alcançou um feito inédito em sua história ao vencer o Boca Juniors na casa do rival, pela fase de grupos da Libertadores 2018, no último duelo com a equipe xeneize. São poucos os times brasileiros, aliás, que superaram o Boca em plena La Bombonera. Antes do Verdão, apenas quatro equipes nacionais haviam vencido do time argentino pela Libertadores: o Santos de Pelé (1963), o Cruzeiro (1994), o Paysandu (2003) e o Fluminense (2012). Nenhuma destas agremiações, porém, superou o rival por dois gols de diferença – este, portanto, é um privilégio exclusivo do Verdão.

Palmeiras joga para empatar e é castigado no fim pelo Boca: 0 a 2

Time de Felipão segurava o 0 a 0 até os 37 minutos do segundo tempo; agora só uma goleada colocará o Verdão na final da Libertadores.

Com Luan e Gómez formando a dupla de defesa, o Verdão iniciou o jogo dando um susto no Boca: logo no primeiro minuto Borja percebeu o goleiro adiantado, chutou sem ângulo da lateral e viu a bola passar perto do travessão. A resposta dos mandantes não demorou. Aos 7 Felipe Melo perdeu uma dividida no meio-campo e a bola sobrou para Perez avançar livre e chutar por cima.

A partida era movimentada. Aos 8 minutos Dudu recebeu de Bruno Henrique e ao invés de abrir o jogo para Willian, arriscou um chute que saiu sem direção. Aos 15, após cobrança de escanteio, Weverton falhou e Izquierdoz escorou para fora.

Aos 25 minutos Olaza experimentou da entrada da área e fez Weverton trabalhar em dois tempos. Pouco depois foi a vez de Jara tentar a sorte de longe, mas o goleiro Palmeirense estava atento. Já sem a mesma intensidade do começo do jogo, o Palmeiras só voltou a incomodar a defesa adversária nos acréscimos do primeiro tempo, quando Willian aproveitou vacilo de Magallán para chutar de média distância, mas ele errou feio o alvo.

Sem mudanças, o Verdão voltou para a etapa final com uma postura menos defensiva. Aos 4 minutos Borja ajeitou para Willian arriscar de canhota, para fora. No lance seguinte outra vez Borja trabalhou como pivô, desta vez tocando para Bruno Henrique chutar fraco, nas mãos do goleiro.

Passados os minutos iniciais, no entanto, logo a partida voltou a ficar truncada, com ambas equipes encontrando dificuldade para trabalhar a bola. Apenas aos 23 minutos os torcedores que lotaram a Bombonera presenciaram um lance de real perigo, e foi para o Palmeiras. Dudu recebeu na entrada da área, girou pra cima do marcador e bateu forte no canto esquerdo de Rossi, que mandou para escanteio, ignorado pelo árbitro.

Aos 29 minutos Felipão promoveu a primeira alteração: Borja por Deyverson. Aos 33 Pavón arriscou da entrada da área, a bola desviou em Luan e morreu nas mãos de Weverton. Aos 36 minutos, em falta cometida por Felipe Melo perto da área, Olaza cobrou bem e só não correu para o abraço porque Weverton fez milagre.

Na cobrança de escanteio do lance anterior, no entanto, o goleiro Palmeirense nada pôde fazer quando Benedetto subiu no meio da defesa e escorou para o chão: 1 a 0. Depois do gol, Scolari optou por preservar o resultado ao invés de tentar o empate; aos 41 ele trocou Bruno Henrique por Thiago Santos.

Mal deu tempo para o volante ajudar a segurar o 1 a 0 contra; aos 42 minutos Benedetto fintou como quis Luan e fuzilou a meta de Weverton: 2 a 0. Aos 45 Willian arriscou de longe, fácil para Rossi.

Nos acréscimos o Boca apenas administrou a ótima vantagem. No jogo de volta, marcado para a semana que vem, o Verdão precisará vencer por 3 gols de diferença para avançar à final da Libertadores.

Sábado (27/10), às 19h, o Palmeiras faz outro jogo decisivo fora de casa, desta vez contra o Flamengo, pelo Brasileirão.

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