Palmeiras 0 x 1 Cruzeiro – 12/09/2018

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Com uma atuação coletiva relativamente ruim e um erro decisivo da arbitragem aos 52′ do segundo tempo, fomos derrotados pelo Cruzeiro em casa pela contagem mínima do placar.

O Cruzeiro abriu o marcador aos 5′ da etapa inicial num contra-ataque após defesa milagrosa de Fábio num bom arremate de Borja. Não era nossa noite.

Mesmo não jogando muito bem criamos muitas chances (2 bolas no travessão e o gol anulado), mas o sistema defensivo cruzeirense e o juiz foram bem e acabamos saindo derrotados nos obrigando a vencer o jogo de volta pelo menos por 1 gol para levar a partida para os pênaltis.

Jogo de ida válido pela semifinal da Copa do Brasil 2018.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 CRUZEIRO

LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
DATA-HORA: 12/9/2018 – 21h45
ÁRBITRO: Wagner Reway (Fifa/MT)
ASSISTENTES: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO)
PÚBLICO/RENDA: 31.960 pagantes/R$ 2.732.380,98
CARTÕES AMARELOS: Dudu e Thiago Santos (PAL), Fábio, Edílson e Léo (CRU)
CARTÃO VERMELHO: Edilson, aos 35’/2ºT (CRU)
GOL: Barcos (4’/1ºT) (0-1)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Lucas Lima, no intervalo), Bruno Henrique (Marcos Rocha, aos 38’/2ºT) e Moisés; Willian, Dudu e Borja (Artur, aos 33’/2ºT) . TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari.

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho (Bruno Silva, aos 16’/2ºT), Thiago Neves e Arrascaeta (Rafinha, aos 46’/1ºT); Barcos (Raniel, aos 24’/2ºT). TÉCNICO: Mano Menezes.

Verdão é superado pelo Cruzeiro por 1 a 0 e decide vaga à final no Mineirão

Bruno Alexandre Elias
Departamento de Comunicação

O Palmeiras recebeu a equipe do Cruzeiro na noite desta quarta-feira (12), no Allianz Parque, pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil 2018. Com o placar de 1 a 0 a favor do rival, o Alviverde decide vaga à final com a Raposa no jogo de volta, no próximo dia 26 (quarta-feira), no Mineirão, às 21h45. Qualquer vitória palmeirense por um gol de diferença leva a partida para os pênaltis, enquanto triunfos por dois ou mais gols asseguram a classificação ao Maior Campeão do Brasil no tempo regulamentar.

Esta é a oitava participação do clube nas semifinais do Nacional. Além de 2018, os outros anos em que o Alviverde avançou a esta etapa foram: 1992, 1996, 1997, 1998, 1999, 2012 e 2015. E as edições em que a agremiação palestrina avançou à finalíssima foram 1996, 1998, 2012 e 2015.

O Verdão busca seu 4º título da Copa do Brasil. Os anos em que se sagrou campeão são 1998, 2012 e 2015 (os dois primeiros, aliás, com o técnico Luiz Felipe Scolari). No primeiro título, em 1998, conquistado justamente contra o Cruzeiro – adversário desta quarta-feira (12) –, o troféu assegurou a participação do Verdão na Libertadores do ano seguinte, que também foi vencida pelo time dirigido por Felipão.

Em jogos de mata-mata, este é o 11º embate travado entre Palmeiras e Cruzeiro. Nas outras dez disputas, foram sete triunfos do Verdão contra três da Raposa: Copa do Brasil de 1996, final (C); Copa do Brasil de 1998, final (P); Campeonato Brasileiro de 1998, quartas de final (C), Copa Mercosul de 1998, final (P), Copa Mercosul de 1999, quartas de final (P); Copa dos Campeões de 2000, quartas de final (P); Copa Mercosul de 2000, quartas de final (P); Libertadores de 2001, quartas de final (P); Copa do Brasil de 2015, oitavas de final (P); e Copa do Brasil de 2017, quartas de final (C).

Vale lembrar que as equipes já decidiram a Copa do Brasil em duas ocasiões: em 1996, o Cruzeiro levou a melhor, e em 1998, foi a vez de o Verdão dar o troco e ficar com o troféu, após gol de Oséas, sem ângulo, nos minutos finais da partida, sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari.

No retrospecto geral, este é o 93º duelo entre as equipes. O retrospecto é equilibrado: 31 vitórias do Alviverde contra 35 triunfos cruzeirenses, além de outros 27 empates (137 gols a favor do Maior Campeão do Brasil e 134 do time mineiro). Pela Copa do Brasil são oito duelos, com três vitórias esmeraldinas, três empates e três reveses (13 gols marcados e 12 sofridos). A maior goleada do Palmeiras sobre o Cruzeiro em seu estádio aconteceu dia 22 de outubro de 1999, quando os donos da casa venceram por 7 a 3, com tentos anotados por Paulo Nunes (2), Evair (2), Euller (2) e Alex.

O jogo marcou o reencontro de Felipão com o Cruzeiro: ele é o técnico que mais vezes comandou o Palmeiras em confrontos diante do rival mineiro. Já considerando o duelo de hoje, incluindo suas três passagens pelo clube, o treinador acumula um total de 21 duelos frente à Raposa – apenas em 1998, ano em que o Verdão se sagrou campeão duas vezes sobre a equipe mineira (Copa do Brasil e Copa Mercosul), foram dez embates travados entre Cruzeiro e Verdão com Felipão à frente do banco de reservas palestrino.

Em sua terceira passagem pelo Palestra Italia, o atual comandante alviverde soma 420 jogos no comando do clube, sendo 200 vitórias, 113 empates e 107 derrotas. Em 2018, o retrospecto é de oito triunfos, duas igualdades e apenas dois reveses. Considerando apenas jogos na casa do Palmeiras, seja no período de Palestra Italia ou Allianz Parque, o atual comandante palmeirense dirigiu a equipe verde e branca 97 vezes, com 67 vitórias, 19 empates e 11 derrotas.

E não foi só Felipão: as marcas individuais de alguns jogadores também chamaram a atenção no embate. Dono da camisa 10 alviverde, o meio-campista Moisés completou, nesta quarta-feira (12), diante do Cruzeiro, sua 100ª partida com a camisa do Palmeiras. Ele está no clube desde 2016 e, no mesmo ano, fez parte da vitoriosa campanha da conquista do Campeonato Brasileiro. O atleta disputou 39 jogos em 2016, 22 em 2017 e, agora, outros 39 em 2018.

O atual elenco palmeirense, aliás, conta com outros seis jogadores com mais de 100 jogos pelo clube. São eles: o goleiro Fernando Prass (261), o zagueiro Edu Dracena (101), os meio-campistas Jean (109) e Thiago Santos (135) e os atacantes Dudu (210) e Willian (104).

O meio-campista Bruno Henrique, apesar do revés, também possui uma curiosidade pessoal: voltou a ser capitão nesta temporada – algo que se repete pela 15ª vez no ano. Além dele, já iniciaram uma partida trajando o adereço de autoridade máxima outros nove jogadores. São eles: Dudu (27 vezes), Moisés (cinco vezes), Luan (duas vezes), Felipe Melo (duas vezes), Edu Dracena (duas vezes) e Fernando Prass (duas vezes), além de Marcos Rocha, Willian e Victor Luis (uma vez cada).

Dudu é outro que também acumula números expressivos. O camisa 7 é o atleta com maior número de partidas no Allianz Parque (93), com mais vitórias na arena (66 triunfos), o maior artilheiro (com 24 gols) e também o maior garçom (22 assistências). Em todas as vezes em que o atacante fez gols no estádio, o Palmeiras jamais saiu de campo derrotado.

Inaugurado no dia 19 de novembro de 2014, o Allianz Parque já recebeu 119 partidas do Palmeiras. Foram 77 vitórias alviverdes, 21 empates e 21 derrotas. O Verdão balançou as redes 218 vezes e foi vazado em 96 oportunidades. O recorde de público do Allianz Parque em jogos do Palmeiras foi registrado no dia 08 de abril de 2018, contra o Corinthians. Naquela oportunidade, o público foi de 41.227 pessoas.

Palmeiras na Copa do Brasil

O Palmeiras disputou, ao todo, 149 jogos válidos pela Copa do Brasil. O saldo histórico é positivo, com 84 vitórias, 36 empates e 29 derrotas (287 gols marcados e 148 sofridos). No total, são 23 edições disputadas da competição nacional, já considerando o ano de 2018.

O goleiro Marcos é quem mais edições da Copa do Brasil disputou com a camisa do Palmeiras (nove no total e de forma consecutiva). O ex-volante Galeano, por sua vez, é o palestrino que mais vezes jogou (38), enquanto Velloso e o próprio Galeano são os que mais venceram – 22 triunfos. Na galeria dos treinadores, Luiz Felipe Scolari detém o maior número de jogos à frente da equipe alviverde na competição (46), sendo o treinador que mais venceu (27) – ele ainda faturou as taças de 1998 e 2012.

Em 1996, o Palmeiras estabeleceu seu recorde de gols em uma mesma edição da Copa do Brasil: foram 26 bolas na rede em nove partidas disputadas (média de 2,8 por jogo). No mesmo ano, o time venceu o Sergipe-SE, fora de casa, por 8 a 0 – o triunfo representa a maior goleada da equipe na história do torneio. Os tentos neste jogo foram anotados por Luizão (4), Djalminha (2), Cafu e Rivaldo.

Agenda

O duelo de volta pelas semifinais da Copa do Brasil, diante do Cruzeiro, que vale vaga para a finalíssima, será disputado no próximo dia 26 (quarta-feira), no Mineirão, às 21h45. Já o próximo compromisso do Alviverde será pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, no próximo domingo (16), às 16h.

O jogo

Na partida que ficou marcada por ter sido a primeira em que foi utilizada o VAR no Allianz Parque, o torcedor que compareceu à casa alviverde viu um Palmeiras com mais posse de bola e um número maior de finalizações em relação ao rival mineiro, que soube manter sua defesa bem postada sem abrir mão de atacar.

O gol cruzeirense saiu logo aos quatro minutos de bola rolando, após Barcos sair em disparada e ficar frente e frente com Weverton, tocando de cobertura, sem chances para a defesa do time esmeraldino. (Palmeiras 0x1 Cruzeiro)

Apesar de ter sido surpreendido com o gol sofrido logo nos minutos iniciais do prélio, o time do técnico Felipão criou boas chances, como as finalizações de Borja e de Willian, além de ter conseguido se defender bem nas outras investidas da Raposa. Com isso, o primeiro tempo terminou com empate em 0 a 0.

Para a segunda etapa, Lucas Lima entrou no lugar de Thiago Santos, que já tinha um cartão amarelo. O Verdão voltou do vestiário mais equilibrado e jogando melhor em relação aos primeiros 45 minutos, e as jogadas passaram a se desenvolver principalmente pelo lado direito do ataque alviverde, com Dudu, dono da camisa 7.

Com a nova postura, o Palmeiras não deu espaço ao Cruzeiro, que acabou entrando em um ritmo mais enérgico e, até mesmo, afobado. Com isso, a equipe de Mano Menezes passou a fazer mais faltas para tentar valorizar a vantagem obtida até ali.

No entanto, aos 36 minutos o cenário do jogo mudou totalmente: com o Cruzeiro mais arisco em campo, Edílson foi expulso e o Verdão ficou com um homem a mais em campo – antes disso, Artur havia entrado no lugar de Borja, renovando o fôlego do ataque.

Com o ocorrido na reta final da partida, Felipão percebeu que poderia fazer com que o Alviverde pressionasse ainda mais seu adversário. Desta forma, colocou o lateral-direito Marcos Rocha no lugar de Mayke, que até então vinha atuando na lateral direita – e o camisa 12, por sua vez, foi deslocado para o meio de campo, passando a jogar em situação mais ofensiva.

A partir da expulsão cruzeirense, só deu Verdão. A arbitragem ainda concedeu sete minutos de acréscimo, para agonia do time mineiro. E as investidas alviverdes continuaram cada vez mais: quase um gol contra de Egídio e uma bola na trave de Lucas Lima foram os momentos mais esperançosos para o Palmeirense.

No último lance, Antônio Carlos chegou a balançar as redes cruzeirenses, mas o árbitro Wagner Reway anulou o tento e se recusou a verificar o lance pelo VAR, já que praticamente todos os jogadores palmeirenses contestaram a jogada, alegando que o goleiro Fabio não havia sofrido falta por parte dos alviverdes. Desta forma, a partida foi encerrada com vitória da Raposa por 1 a 0.

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