Boca Juniors (ARG) 0 x 2 Palmeiras – 25/04/2018

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Foto: JUAN MABROMATA/AFP

Uma vitória MAIÚSCULA em plena Bombonera carimbou nosso passaporte para as oitavas de final da competição faltando ainda 2 jogos da fase de grupos.

Começamos o jogo bem e dominamos até os 8′. A partir daí o Boca cresceu e nos seguramos até os 39 quando abrimos o placar.

Voltamos para um 2º tempo perfeito. Soubemos nos defender, manter a posse de bola e contra-atacar sempre de forma perigosa. Ampliamos aos 21′ com um golaço de Lucas Lima.

Vitória sensacional, merecida e com autoridade que dá uma moral absurda para a sequência.

Jogo de volta válido pela 4ª rodada da fase de grupos da Libertadores 2018.

 

FICHA TÉCNICA

BOCA JUNIORS 0 x 2 PALMEIRAS

Data: 25 de abril de 2018, quarta-feira
Local: Estádio Alberto J. Armando, em Buenos Aires (ARG)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Claudio Rios e José Retamal (ambos CHI)
Cartões amarelos: Magallán, Nández, Pablo Pérez e Ábila (BOC); Keno, Hyoran e Marcos Rocha (PAL)

GOLS: PALMEIRAS: Keno, aos 39 minutos do primeiro tempo; Lucas Lima, aos 22 minutos do segundo tempo

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Vergini, Magallán e Mas; Nández, Sebastián Pérez (Reynoso) e Pablo Pérez; Tevez, Pavón e Ábila Técnico: Guillermo Schelotto

PALMEIRAS: Jaílson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Babosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno (Hyoran), Dudu e Borja (Willian) Técnico: Roger Machado

Verdão possui histórico favorável contra o Boca até na Argentina; confira números

Bruno Alexandre Elias
Departamento de Comunicação
24/04/2018 – 20h25

Nesta quarta-feira (25), às 21h45 (de Brasília), o Palmeiras volta a enfrentar o Boca Juniors em solo argentino pela primeira vez desde 2001, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Em jogos disputados entre as duas equipes no país vizinho, o Verdão leva vantagem no retrospecto: em oito duelos, foram duas vitórias palmeirenses, uma do time xeneize e mais cinco empates (o Alviverde marcou 11 gols e sofreu nove).

Em jogos fora do Brasil entre Palmeiras e Boca, a vantagem palmeirense cresce ainda mais, com três vitórias contra apenas uma dos hermanos, além de seis empates. A diferença do retrospecto contra o rival na Argentina para o histórico em jogos fora do Brasil se dá devido ao fato de os dois times terem disputado um jogo no Uruguai, em 1947, pela Taça do Atlântico (vitória do Verdão), e outro na Itália, pela Copa Parmalat (empate).

Além dos jogos fora do Brasil e das partidas na Argentina, o Maior Campeão do Brasil também possui saldo positivo diante do Boca Juniors no retrospecto geral de confrontos. Considerando todos os prélios, independentemente do país ou da competição, sem exceção, foram 22 embates, com sete triunfos palestrinos, três derrotas e outros 12 empates.

Já nos jogos diante do Boca considerando apenas as partidas válidas pela Libertadores, competição pela qual as duas equipes se enfrentarão nesta quarta-feira, o histórico de partidas mostra equilíbrio: uma vitória para cada lado e cinco empates. No quesito de gols marcados, no entanto, o Verdão leva ligeira vantagem, com 14 bolas na rede contra dez dos argentinos.

A Libertadores da América, aliás, foi a competição pela qual as duas agremiações mais se enfrentaram, considerando todas as outras competições e torneios já disputados por elas anteriormente: sete encontros. Foi no mais importante torneio continental das Américas, inclusive, que o Verdão aplicou a história goleada por 6 a 1 no rival. O fato ocorreu em 09 de março de 1994, sendo que os gols esmeraldinos foram anotados por Cléber, Roberto Carlos, Edílson, Evair (duas vezes) e Jean Carlo.

Tradição: Palmeiras na Libertadores

O Verdão é o clube brasileiro que acumula mais edições disputadas: são 18 ao todo, assim como Grêmio e São Paulo. Além disso, o Alviverde foi o primeiro brasileiro a ter sido finalista da Libertadores, em 1961, quando enfrentou o Peñarol-URU e ficou com o vice-campeonato.

O Maior Campeão do Brasil também é a agremiação nacional com mais gols na competição continental: no total, são 293 bolas na rede, sendo 175 delas como mandante e 118 como visitante.

Ao longo da história, o Verdão já contou com quatro artilheiros no mais importante torneio das Américas: Tupãzinho (1968, com 11 gols), Lopes (em 2001, com nove gols), Marcinho e Washington (ambos em 2006, com cinco gols cada um).

Brasileiro com mais vitórias e mais gols como visitante

Na Libertadores, nenhum clube brasileiro possui mais vitórias e mais gols marcados como visitante do que o Verdão: foram 29 triunfos e 115 bolas na rede. Apenas no quesito “vitórias fora de casa”, o Cruzeiro possui o mesmo número do Alviverde, que terá a chance de se isolar neste aspecto, com 30 vitórias, caso vença do Boca Juniors nesta quarta-feira (25).

Argentina se tornará maior palco internacional do Verdão

Atualmente, Argentina e Peru são os países que mais receberam jogos do Palmeiras em toda a história da agremiação: o Verdão atuou em cada um dos países vizinhos por 36 vezes ao todo. Com o duelo entre Palmeiras e Boca Juniors marcado para esta quarta-feira (25), portanto, a Argentina passará a liderar este ranking de forma isolada, registrando 37 duelos do Alviverde.

Palmeiras une rivais

Em 1948, os rivais Boca Juniors e River Plate se uniram para enfrentar a Seleção Paulista, em São Paulo. No entanto, os jogadores do Boca se recusaram a vestir a camisa do River e vice-versa. Então alguns jogadores do Alviverde, que naquele dia defendiam a Seleção Paulista – dentre eles, Oberdan Cattani –, sugeriram aos ‘hermanos’ que atuassem com a camisa do Palmeiras. O pedido foi acatado e o duelo terminou empatado por 1 a 1.

Jogadores em comum

Palmeiras e Boca Juniors tiveram alguns jogadores em comum que defenderam os dois clubes ao longo da história. Alfredo González, Dino Sani, Norberto Madurga, Alejandro Mancuso, Baiano, Pablo Mouche e Fernando Tobio foram alguns deles.

Times argentinos

Ao longo da história, o Palmeiras já enfrentou 88 vezes times argentinos (incluindo seleções e combinados locais). O Verdão venceu 41 partidas, empatou 25 jogos e foi derrotado em 22 oportunidades (marcou 163 gols e foi vazado 114 vezes). Considerando apenas jogos contra argentinos na disputa da Conmebol Libertadores, a vantagem alviverde diminui, mas se mantém. Foram 24 embates, nove triunfos palestrinos, nove empates e seis derrotas. Foram 41 gols marcados e 26 sofridos.

Pós-Jogo

Verdazzo

O Palmeiras jogou com muita aplicação e equilíbrio e venceu o Boca Juniors com autoridade em Buenos Aires, para ser o primeiro clube classificado para o mata-mata da Libertadores. Com uma ótima atuação coletiva, o time se impôs frente ao time da casa e se posicionou junto a toda a América do Sul como um dos principais postulantes ao título.

PRIMEIRO TEMPO

Quase 50 mil pessoas, dentre eles o grande tenista Juan Martin Del Potro, lotaram a Bombonera para empurrar o Boca contra o Verdão, que teve como primeira missão segurar a pressão inicial do time da casa – e fez isso muito bem, pressionando a saída de bola do Boca. E logo a um minuto, Keno pressionou o chutão do goleiro Rossi, bloqueou a reposição e a bola quase entrou no gol. Seria o chamado gol de chupeta.

O Verdão seguia tomando a iniciativa do jogo; Dudu jogou por dentro e bateu de meia distância com perigo, aos 4 minutos. A marcação alta funcionava; o Boca não conseguia passar da intermediária do Palmeiras com bola dominada. Felipe Melo deu a primeira chegada de respeito em Nandez aos 7 minutos.

O Boca conseguiu furar nossas linhas pela primeira vez aos onze, com Pavón, que invadiu a área rente à linha de fundo e bateu para o gol – Jailson protegeu o canto e cedeu escanteio. O Palmeiras diminuiu a intensidade da marcação e o Boca passou a avançar em nosso campo. Felipe Melo deixou o campo aos 20 para ser atendido, sentido algo no rosto – certamente alguém deixou o braço para provocá-lo.

Aos 23, Pavón tentou a jogada pra cima de Marcos Rocha, que o parou na falta. Na batida, Pablo Pérez mandou pra dentro e a bola foi direto, tirando uma lasca do travessão de Jailson. Marcos Rocha tentou responder aos 25, num chute de longe, que saiu à direita sem muito perigo.

O Boca seguiu pressionando o Palmeiras, sempre tentando a ligação com Pavón, na esquerda, mas a marcação do Verdão encaixou e o camisa 7 da casa não conseguia mais ameaçar nosso gol. Depois de muito tempo, nosso time voltou a trocar passes e compactou novamente as linhas. Borja foi o autor da finalização seguinte, aos 35, num chute forte e perigoso de fora da área, mas a bola saiu por cima.

Foi só o Palmeiras voltar a tocar a bola no campo de ataque que saiu o gol: aos 39, Marcos Rocha acelerou para aproveitar uma bola que sairia em lateral para o Verdão no campo de ataque; ele pegou a defesa desarrumada no cruzamento, que saiu preciso, no segundo pau, na testa de Keno, que desviou sem força mas com muita precisão, na caçapa do canto: 1 a 0.

O Boca quase respondeu no primeiro lance após a saída: Pavón, desta vez do lado direito, ganhou a disputa com Edu Dracena e bateu cruzado; Ábila estava embaixo das traves e escorou, mas conseguiu entortar o pé e tirou a bola do gol. O atacante argentino estava impedido e o gol seria validado de forma errada pela arbitragem se a bola tivesse entrado.

Aos 44, quase um replay: depois de ganhar a dividida de Diogo Barbosa, Tévez foi quem bateu cruzado da direita; desta vez Ábila colocou pra dentro, mas estava impedido de novo e desta vez o bandeirinha assinalou. E o Verdão conseguiu brecar o jogo no final para garantir a vitória parcial ao fim do primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras atrasou bastante a volta ao gramado, aumentando a ansiedade do adversário e já antecipando que, desta vez, usaria e abusaria da catimba para segurar a vantagem e vencer o jogo. Os times voltaram sem alterações.

Logo a um minuto, Borja apertou a saída de bola e Bruno Henrique ia disparando para o gol quando sofreu falta de Magallán. Lucas Lima bateu por baixo, tentando aproveitar o salto da barreira, mas a bola saiu ao lado da trave. Aos 5, Diogo Barbosa chegou de surpresa e bateu cruzado; Rossi pegou firme.

Aos seis, o Boca chegou pela esquerda mais uma vez com Pavón; após entrar na área e ir ao fundo, o centro veio por baixo e Antônio Carlos tirou a escanteio. No lance seginte, Dudu puxou um contra-ataque mortal; abriu para Keno que jogou para o meio; Lucas Lima fechava para marcar – Más tirou o pão de sua boca. No lance seguinte, o Verdão girou a bola na frente da área e Felipe Melo bateu de fora, cruzado – a bola saiu à direita de Rossi.

Aos 10, após cruzamento da direita que Edu Dracena tirou por cima, Pavón emendou de sem-pulo e mandou a bola à direita de Jailson. Aos 12, um lance parecido: Antônio Carlos afastou o cruzamento; Edu Dracena completou mas mandou a bola na frente da área; Jara pegou o rebote e bateu por cima, com perigo. No lance seguinte, após jogada de Más pela esquerda, e Pablo Pérez aproveitou, limpou Bruno Henrique e bateu colocado – a bola lambeu a trave direita de Jailson. Com a pressão, Borja tratou de se jogar no chão e esfriar o jogo.

O time argentino seguiu na pressão e Pavón, sempre ele, pegou a bola na esquerda, cortou para dentro e bateu de direita, buscando a gaveta de Jailson, que foi de mão trocada e fez uma defesa monstruosa – e desabou no chão. Borja saiu para dar lugar a Willian Bigode. O Verdão alternava momentos de espera com pressão no campo adversário, talvez administrando o aspecto físico. Após a mexida, o time voltou a pressionar a saída de bola do time da casa.

Aos 22, Keno tentou ligar co Dudu; Vergini tentou ser malandro e empurrou nosso capitão, mas acabou atrapalhando Rossi, que saiu da área para tentar o corte de cabeça; Willian pegou o rebote e bateu; Magallán rebateu; Lucas Lima aproveitou o corte parcial e tentou encobrir o goleiro duas vezes; na primeira, bateu na zaga, mas na volta ele acertou e meteu um lob magnífico que Del Potro deve ter aplaudido: 2 a 0 para o Verdão.

Tévez bateu de fora aos 24 tentando diminuir, mas Jailson salvou – se a bola entra, o jogo ficaria bastante complicado. Com 0 a 2 no placar, o ânimo do Boca caiu por completo. O Verdão se tornou dono da Bombonera e impôs seu jogo com categoria. Houve momentos de olé; aos 28, Hyoran substituiu Keno.

Aos 29, Marcos Rocha foi novamente vencido por Pavón, que tocou para Tévez, que foi às redes em claríssimo impedimento – mais um gol anulado. Moisés rendeu Lucas Lima aos 37 e o Verdão seguia alternando momentos de suportar a pressão atrás com pressão no campo ofensivo, num equilíbrio muito interessante. O Boca, perdendo por 2 a 0, não ameaçava Jailson – somente já aos 48, numa bobeira, Ábila saiu livre na cara de nosso goleiro, que fechou o ângulo de forma soberba para garantir o zero no placar do lado de lá.

FIM DE JOGO

Grupo da Morte? Só se for para os outros. O Verdão controlou o jogo com muita inteligência e chegou à classificação antecipada com um resultado sensacional, encerrando o período de baixa em mais uma oscilação e afastando a ameaça de crise de uma vez.

Ainda na beira do gramado, Dudu já mencionava o jogo contra a Chapecoense, mostrando que o grupo está realmente focado na sequência da temporada e já se recuperou mentalmente do assalto no Derby. Serão mais 14 jogos até a parada para a Copa e o período promete. VAMOS PALMEIRAS!

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