Palmeiras 1 x 0 Internacional – 22/04/2018

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Depois de 3 jogos sem vencer, veio a esperada vitória. No entanto, o desempenho do time não agradou.

Continuamos com um sistema de marcação falho e que dá muito espaço. Nossos atletas não se posicionam para proporcionar ao companheiro a melhor alternativa de jogada e, com isso, erramos passes aos borbotões. A questão física é outra preocupação. O time “morre” no segundo tempo, muito provavelmente pelo estilo de marcação incorreto. Marcam a distância e depois se obrigam a correr atrás do adversário.

De qualquer forma, é bom vencer e pontuar. Esses 3 pontos são essenciais para a busca do Deca.

Jogo válido pela 2ª rodada do Brasileirão 2018.

Gol, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 INTERNACIONAL

LOCAL: Pacaembu, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 22/04/2018 – 16h00 (de Brasília)
ÁRBITRO: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
AUXILIARES: Michel Correa e Silbert Faria Sisquim (ambos de RJ)
PÚBLICO/RENDA: 25.504 (23.236 pagantes)/ R$ 717.950,00
CARTÕES AMARELOS: Iago (37’/1°T), Bruno Henrique (42’/1°T), Rodrigo Dourado (33’/2ºT)
CARTÕES VERMELHOS: Nenhum
Gols: Dudu (41’/1°T) (1-0)

PALMEIRAS: Jailson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena, Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique; Lucas Lima (Moisés, aos 30’/2ºT), Dudu (Willian, aos 33’/2ºT), Keno e Borja (Deyverson, aos 33’/2ºT). TÉCNICO: Roger Machado.

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes, Edenilson, Klaus, Victor Cuesta; Iago, Rodrigo Dourado, Gabriel Dias (Fabinho, aos 29’/2ºT); Patrick, Camilo (D’ Alessandro, aos 26’/2ºT); Nico López (Leandro Damião, no intervalo) e Pottker. TÉCNICO: Odair Hellmann.

Palmeiras leva vantagem sobre Internacional como mandante; confira números

Departamento de Comunicação
22/04/2018 – 11h00

O Palmeiras entra em campo pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro de 2018 neste domingo (22), às 16h (de Brasília), no Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP), para receber a equipe do Internacional pela 39ª vez na história como mandante. Nos outros 38 duelos anteriores do Alviverde como anfitrião, foram 18 vitórias palmeirenses, dez empates e dez triunfos colorados. O Verdão marcou 45 gols e sofreu 40.

O primeiro embate entre os dois times tendo o Palmeiras como dono do mando de jogo aconteceu em 01/11/1945, e o Verdão saiu vitorioso, batendo o adversário pela contagem de 3 a 1, em duelo amistoso. Curiosamente, o palco daquela partida foi o Estádio do Pacaembu, que receberá o encontro deste domingo.

Já a primeira vez que Palmeiras e Internacional se enfrentaram no retrospecto geral, independentemente do mando de campo, também deu Verdão, à época denominado Palestra Italia. O fato ocorreu em 08/11/1936, e o time esmeraldino saiu vitorioso pelo placar de 2 a 1, com dois gols do ídolo Luizinho Mesquita (o primeiro palmeirense a marcar sobre o Internacional).

O Verdão vem se destacando no retrospecto geral em duelos frente o rival colorado nos últimos anos: considerando os cinco resultados anteriores, entre 2015 e 2017, foram quatro vitórias e uma única derrota. Porém, se computados todos os prélios já disputados pelos rivais ao longo da história, sem distinção de mando de campo, competições e afins, o Internacional leva vantagem, com 37 resultados favoráveis em 87 partidas – os outros 50 jogos terminaram com 28 vitórias palmeirenses e 22 empates.

Equipes sulistas

O Maior Campeão do Brasil também possui histórico favorável diante das equipes do Sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Neste quesito, o Palmeiras leva ampla vantagem no histórico geral, com 224 vitórias em 466 partidas, além de 126 empates e 116 reveses (balançando as redes adversárias por 764 vezes e sendo vazado em 528 ocasiões).

Pós-Jogo

Verdazzo

Num jogo fraco, com apenas alguns poucos bons momentos isolados, o Palmeiras venceu o Inter no Pacaembu e interrompeu a sequência de três jogos sem vencer. A vitória deixa o time no bloco de cima na classificação geral, sem deixar ninguém escapar na frente, e afasta a nuvem negra que já estava pronta para pairar sobre a Academia de Futebol. O time agora se prepara para viajar para a Argentina: na quarta-feira, tem jogo na Bombonera pela Libertadores.

PRIMEIRO TEMPO

Edu Dracena foi a novidade do Verdão, ganhando a posição de Thiago Martins. O esquema básico de Roger Machado foi mantido; o que se esperava é que a “semana cheia” rendesse frutos e que o time jogasse mais compactado, com mais coordenação ofensiva e aproximações entre os jogadores. Não foi exatamente o que se viu.

De forma surpreendente, o Inter manteve a posse de bola durante os primeiros minutos, pressionando nossa saída e não deixando o Palmeiras fazer a tradicional blitz de time da casa. Aos 4, após escanteio batido por Camilo, Rodrigo Dourado cabeceou, a bola desviou em Marcos Rocha e sobrou para Gabriel Dias, que estava impedido e tentou tirar de Jailson, que se recuperou com o pé.

Aos 5, Diogo Barbosa deu um passe ruim, Felipe Melo não teve reflexo para corrigir e o Inter chegou de novo – Pottker aproveitou o vacilo, conduziu pelo meio e bateu da meia-lua, obrigando Jailson a fazer boa defesa.

O Palmeiras conseguiu trocar passes pela primeira vez aos 9 minutos e só criou a primeira chance aos 14: Lucas Lima teve liberdade e conduziu o ataque; ele abriu para Keno na direita e o cruzamento veio por baixo, com força; Danilo Fernandes rebateu para o meio e a bola se ofereceu para Borja, livre, testar para o gol vazio, mas o colombiano conseguiu errar o alvo e mandou por cima.

O lance acordou o Palmeiras, que no lance seguinte armou um bom ataque, mais uma vez com Lucas Lima, que sofreu falta de Victor Cuesta a dois passos da área; o próprio Lucas Lima bateu mas a bola parou na barreira. Na insistência, a bola foi afastada a escanteio pela defesa do Inter; na cobrança da direita, Borja cabeceou bem, mas a bola resvalou em Rodrigo Dourado e saiu.

Aos 20, Keno sofreu falta pela direita; Lucas Lima suspendeu e Cuesta tirou da cabeça de Edu Dracena, que estava pronto para fazer o gol. No escanteio, Danilo Fernandes afastou mais uma, em outro escanteio, que desta vez não deu em nada. Mas a pressão já era bem forte.

O Inter suportou o cerco, conseguiu sair de trás e voltou a equilibrar o jogo, que passou a ficar mais concentrado no meio do campo. Os times não conseguiam passar pelas linhas de marcação e o jogo ficou truncado, chato, até que aos 39, no primeiro apoio de Diogo Barbosa pela esquerda, ele foi lançado por Felipe Melo e cruzou para Dudu, que passou por trás de Klaus e testou firme para o canto esquerdo de Danilo Fernandes, sem chances de defesa.

O gol foi resultado de um lance fortuito, em que o mérito dos jogadores do Palmeiras foi executar bem uma jogada fácil de ser marcada. Os jogadores do Inter deram espaço e foram castigados por isso. Havia muito o que melhorar para o segundo tempo.

SEGUNDO TEMPO

Com Leandro Damião no lugar de Nico López, o Inter voltou bem mais disposto para o segundo tempo, e logo a três minutos, depois de jogada de Camilo pela esquerda, a bola foi invertida para Edenilson do outro lado; o lateral puxou para o meio e soltou um foguete que passou assobiando ao lado da gaveta direita de Jailson.

Aos 11, Patrick fez a jogada pela esquerda e Leandro Damião cabeceou no segundo pau, para boa defesa de Jailson por baixo. O Palmeiras tentou responder aos 13, com Borja interceptando um chute rasteiro de Diogo Barbosa e batendo sem ângulo, por cima. Aos 15, Bruno Henrique recebeu de Dudu pelo meio, avançou e bateu forte, mas a bola passou à direita de Danilo.

Dois minutos depois, Keno pressionou a saída de bola e sofreu falta de Victor Cuesta; Lucas Lima cruzou e Antônio Carlos testou por cima. Aos 18, Marcos Rocha e Dudu fizeram boa jogada e o capitão esticou para Borja, que se esticou para bater rasteiro, à esquerda. Aos 19, Keno puxou contra-ataque e tocou para Borja em velocidade; o colombiano fez um lindo breque e rolou para Lucas Lima, que chegava por trás e bateu de chapa, no pé da trave direita de Danilo Fernandes. O Verdão já tinha recuperado mais uma vez o domínio do jogo e tentava definir o placar, para não correr riscos no final.

Mas novamente o Inter conseguiu se reequilibrar e passou a nos pressionar. Aos 28, Leandro Damião recebeu dentro da área, disputou com Edu Dracena e girou para o gol; o chute saiu fraco mas Jailson aceitou – mas o bandeira já havia marcado impedimento e o juiz já havia apitado. Só que o Inter encaixou mais dois ataques em seguida e o Palmeiras parecia ter entrado em modo juvenil, pedindo para tomar gol. Lucas Lima saiu para entrada de Moisés aos 30.

Quatro minutos depois, Dudu e Borja deram lugar a Willian Bigode e Deyverson – Roger queimou duas substituições ao mesmo tempo e perdeu a chance de fazer o relógio andar mais. Aos 38, Edenílson teve liberdade pela direita e cruzou; Leandro Damião se movimentou bem entre a dupla de zaga e conseguiu desviar de cabeça, mandando a bola rente ao poste direito de Jailson, que estava batido.

Os últimos minutos foram de intensa agonia. O Palmeiras devolvia a bola para o Inter com muita facilidade e a bola foi alçada em nossa área várias vezes buscando a cabeça de Damião, mas Antônio Carlos estava firme e tirou todas. Desta vez, mesmo dando toda a sopa possível para a má sorte, o Palmeiras saiu com a vitória.

FIM DE JOGO

O que mais importou foram os três pontos. O time até que teve bons momentos isolados durante o jogo, mas sem consistência alguma. Os laterais, inseguros com a cobertura, continuam subindo pouco; os atacantes de lado com isso só conseguem encostar em alguém quando se aproximam de Lucas Lima. Houve apenas um triangulação em todo o jogo. Depois de uma semana cheia para treinamentos, é pouco.

Além dos erros táticos, a infantilidade em devolver a bola para o adversário nos minutos finais foi inacreditável – em caso de tomar mais um empate no fim, era caso de fazer como os técnicos das antigas e dar uma surra de cinta nos jogadores no vestiário. Felizmente, desta vez, a sorte esteve a nosso lado.

É hora de aproveitar a onda positiva, virar a chavinha e pensar no jogo da Bombonera, na quarta-feira. Um empate já nos deixará a um passo da classificação e o time tem todas as condições de conseguir o resultado – desde que não seja mais uma vez juvenil, como tem acontecido. VAMOS PALMEIRAS!

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