Corinthians 0 x 1 Palmeiras – 31/03/2018

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Foto: Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Após 19 anos, um Derby na decisão do estadual deste ano.

Com o pé direito de Dudu, William e Borja demos o 1º passo rumo ao título do Paulistão 2018. A vitória marcou a estréia da bela nova camisa para a temporada.

Jogando no campo do adversário fizemos um bom jogo, onde abrimos o marcador no começo do 1º tempo e seguramos a pressão adversária, principalmente na 2ª etapa.

A vitória foi importantíssima principalmente pelo fato do elenco conseguir se defender bem das boas articulações corinthianas e ainda atacar com perigo em muitas oportunidades.

Agora é necessário ignorar a vantagem e entrar com foco total para confirmar o título.

Jogo de ida válido pela final do Paulistão 2018.

Gol, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 1 PALMEIRAS

LOCAL: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
DATA E HORA: 31/3/2018 – 16h30
ÁRBITRO: Leandro Bizzio Marinho
AUXILIARES: Danilo Ricardo Simon Manis e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
PÚBLICO/RENDA: 43.905 pagantes/R$ 3.182.923,60
CARTÕES AMARELOS: Maycon, Gabriel, Romero e Henrique (COR), Thiago Santos, Dudu, Bruno Henrique, Lucas Lima, Borja e Willian (PAL)
CARTÕES VERMELHOS: Clayson, aos 48’/1ºT (COR) e Felipe Melo, aos 48’/1ºT (PAL)
GOLS: Borja (6’/1ºT) (0-1)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Sidcley (Romero, aos 9’/2ºT); Gabriel e Maycon; Mateus Vital (Pedrinho, aos 9’/2ºT), Rodriguinho e Clayson; Emerson Sheik (Danilo, aos 38’/2ºT). Técnico: Fábio Carille.

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis (Diogo Barbosa, aos 10’/2ºT); Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos, aos 22’/2ºT) e Lucas Lima; Dudu, Willian e Borja (Moisés, no intervalo). Técnico: Roger Machado.

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras venceu o SCCP em Itaquera pela contagem mínima e conseguiu uma pequena vantagem para o jogo de volta das finais do Paulistão. Com muita obediência tática e a pilha na dose certa, o Verdão fez o que faltou da última vez: “jogou Derby”, interrompeu uma série de vitórias do rival no clássico e ainda se isolou como o time que mais os venceu em Itaquera.

O Palmeiras agora vira a chavinha e foca no Alianza Lima, adversário desta terça-feira pela Libertadores, no Allianz Parque, para depois voltar a atenção para a grande final, no domingo.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão entrou com Borja, de volta da seleção, no comando do ataque. Fábio Carille optou por Emerson Sheik e deixou Romero no banco. A novidade mesmo foi o Verdão estreando uniforme novo e sem recorrer às sagradas e infalíveis meias brancas – até porque, a prerrogativa de escolher a cor das meias era do mandante.

Os primeiros movimentos, claro, foram de estudo. O Palmeiras mostrou desde cedo que ia fazer uma marcação implacável, alternando a pressão com a marcação alta com uma meia-pressão, mas sem dar o menor espaço para que a construção das jogadas viesse pelo meio, obrigando o time da casa a tentar a saída pelos flancos.

Aos poucos o Verdão passou a buscar mais o ataque e logo na segunda investida chegou ao gol: no escanteio curto pela esquerda, Dudu ganhou ângulo e cruzou; a bola saiu fechada demais e foi no travessão; Willian pegou o rebote do lado direito e cruzou por baixo, para Borja, que escorou da linha da pequena área para as redes. Cássio chegou tarde porque havia escorregado na traiçoeira grama do Itaquerão.

Aos 9, numa bola esticada pela direita, Clayson entrou na área e rolou para Matheus Vital, que cortou para dentro e bateu com força, mas na direção de Jailson, que caiu e rebateu; Dudu chegou e aliviou o perigo. Aos 11 o Verdão respondeu, com Dudu puxando o contra-ataque e achando Willian no facão, mas Cássio saiu com arrojo antes que nosso atacante alcançasse a bola.

O Verdão fez uma opção que ficou clara rapidamente: arriscar os passes profundos, nem que isso ocasionasse na perda da posse de bola. O time da casa, quando a recuperava, era ineficaz e não conseguia evoluir, já que o meio estava travado pelos nossos meiocampistas. Eles rodavam a bola sem objetividade alguma. Em português claro: o Palmeiras deu a bola pra eles, que não tinham a menor ideia do que fazer com ela.

De repente, um breve momento de bobeira. Aos 20, Rodriguinho achou Matheus Vital na direita; ele cruzou mal na área e nossa zaga rebateu com tranqüilidade; mas a bola caiu no pé de Clayson, no bico da grande área; ele ajeitou e bateu de chapa, cruzado, mas sem força, quase um recuo para Jailson. Dois minutos depois, Rodriguinho lançou Sidcley na esquerda; o lateral cruzou rápido e achou Maycon chegando de trás, e o volante escorou com perigo, mas a bola saiu à esquerda.

Estes dois lances neste curto período foi o único momento em que o SCCP acenou com algum perigo contra nossa defesa. A bola continuava ficando demais no pé deles, mas nossa defesa voltou a se acertar e o Palmeiras, mesmo só cercando, parecia ter o controle total do jogo.

Aos 30, num contra-ataque rápido, Willian acionou Borja dentro da área, mas o colombiano não dominou e Balbuena afastou o perigo. O jogo seguia pegado, com todas as divididas fortes, mas o Palmeiras demonstrava estar na rotação certa e os jogadores do time da casa, pressionados pelo placar adverso, sempre deixavam um cotovelo ou uma sola a mais.

Aos 38, após saída errada do Palmeiras, Balbuena lançou Sheik; o atacante girou rápido e bateu cruzado – a bola passou perto e assustou Jailson.

Aos 46, no último lance do primeiro tempo, após uma discussão boba na lateral entre Dudu e Henrique,começou um empurra-empurra que tomou proporções maiores. Todo mundo entrou na bagunça, sobraram mãos e braços aqui e ali, mas nada que dois pares de cartões amarelos não resolvessem. A arbitragem decidiu expulsar Clayson e Felipe Melo pra tentar colocar moral e encerrou o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Roger Machado corrigiu o meio-campo tirando Borja, amarelado na confusão, e colocou Moisés, recuando um pouco Bruno Henrique. Mesmo sem um volante raiz, pegador, o Verdão estava muito mais compacto que no primeiro tempo e passou a picotar o jogo, irritando cada vez mais o time da casa.

Aos 10, Fábio Carille mexeu duas vezes,mandando a campo Pedrinho e Romero nos lugares de Sidcley e Matheus Vital. Victor Luis saiu machucado e Diogo Barbosa entrou na gelada de estrear num Derby, final de campeonato. Sem ritmo de jogo, passou a ser uma presa relativamente fácil para Pedrinho, algo que Roger Machado corrigiu 13 minutos depois, mandando Thiago Santos a campo no lugar de Bruno Henrique, com cãibras – e a cobertura do lado esquerdo melhorou bem.

Aos 26 Maycon, que virou lateral esquerdo, pegou uma bola viva na entrada da área e emendou um bom chute, mas a bola saiu por cima. Foi um lance isolado. O Palmeiras seguia controlando todos os espaços do campo e entre os 35 e 37 minutos chegou a ensaiar um olé – só não teve grito porque era jogo de torcida única.

Aos 37, Carille jogou a toalha e fez uma substituição esotérica, à la Cuca: mandou Danilo a campo, no lugar de Sheik. E Danilo até que tentou justificar, fazendo um bom pivô para a batida de fora de Rodriguinho, que Jailson defendeu fácil.

Aos 40, a torcida local resolveu fazer graça mesmo com o time perdendo e acendeu um monte de sinalizadores. O jogo ficou paralisado por três minutos, mas nem a parada forçada fez com que Carille conseguisse fazer seu time nos atacar de forma organizada. Aos 51 minutos, o jogo foi encerrado.

FIM DE JOGO

A situação é a mesma do jogo de ida contra o Santos. Nossas vantagens, além do gol, são que agora teremos o Allianz Parque a nosso lado e nosso adversário, ao contrário do pequeno clube praiano, não gosta de ficar com a bola, mas vai querer ficar com ela porque precisa de gols. O melhor atacante deles, Clayson, está suspenso e Romero é bem inferior; já Felipe Melo, assim como qualquer um de nossos titulares, tem substitutos muito qualificados. Apesar da vantagem mínima, nossa situação é bem confortável.

Mas sabemos que quando a bola rola, sobretudo num Derby, tudo pode ir para o espaço rapidamente. Precisamos repetir a postura vencedora desta tarde – algo que foi muito ajudado pelo gol logo aos 7 minutos, claro. Foco, disciplina tática, e pilha na dose certa.

Tudo isso é assunto para a semana, quando ainda teremos a velha virada de chavinha, porque tem Libertadores na terça. Enquanto isso, nós saborearemos mais uma vitória na casa deles.

Derby hoje é quase uma metáfora da vida real, onde existem no Brasil as pessoas empreendedoras, honestas, que fazem tudo certo à margem dos esquemas que envolvem os poderosos do país, que manipulam a política e a economia. O Palmeiras, que não deve nada ao governo, que paga as contas em dia, que não mama nas tetas de nenhuma estatal, que tem metade da verba de TV do rival, venceu, e assim deu esperança que neste país, nem sempre, o crime compensa. VALEU VERDÃO! VAMOS PALMEIRAS!

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