Palmeiras 2 x 1 Red Bull Brasil – 25/01/2018

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Visando preservar alguns jogadores fomos a campo, contra a muito bem organizada equipe do Red Bull, com uma formação um pouco diferente das partidas anteriores. Felipe Melo, Marcos Rocha e William foram poupados.

Tivemos bastante dificuldade para vencer a excelente marcação e em alguns momentos, como no gol tomado, fomos envolvidos pelo toque de bola. Ainda falta bastante entrosamento e treino para marcação.

Saímos atrás e empatamos ainda no primeiro tempo. No segundo Jaílson defendeu um pênalti e o rebote. Grande defesa. No final ficamos em vantagem numérica e conseguimos virar.

Jogo válido pela 3ª rodada do Paulistão 2018.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 RED BULL BRASIL

LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
DATA/HORÁRIO: 25/1/2018, às 21h
ÁRBITRO: José Claudio Rocha Filho
ASSISTENTES: Daniel Paulo Ziolli e Eduardo Vequi Marciano
PÚBLICO: 26.559
RENDA: R$ 1.520.285,80
CARTÕES AMARELOS: Nininho, Rodrigo Andrade , Júlio César, Éder (RBB); Thiago Santos, Victor Luis (PAL)
CARTÕES VERMELHOS: Rodrigo Andrade (RBB)
GOLS: Deivid, aos 23’/1ºT (0-1); Thiago Santos, aos 47’/1ºT (1-1); Thiago Santos, aos 42’/2ºT (2-1)

PALMEIRAS: Jailson, Mayke, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Thiago Santos, Tchê Tchê (Bruno Henrique – 20’/2ºT) e Lucas Lima; Keno (Willian – 20’/2ºT), Dudu e Borja (Guerra – 28’/2ºT). TÉCNICO: Roger Machado.

RED BULL BRASIL: Júlio Cesar, Nininho, Tiago Alves (Anderson Marques – 8’/1ºT) (Doriva – 5’2ºT), Ewerton Páscoa e Breno Lopes; André Castro, Éder e Rodrigo Andrade; Deivid (Everton Silva – 17’/2ºT), Edmilson e Éder Luis. TÉCNICO: Ricardo Catalá.

PÓS-JOGO

Verdazzo

Num jogo com dois heróis incomuns, o Verdão venceu o Red Bull por 2 a 1, de virada, e segue 100% no campeonato – o único time após a terceira rodada a ter esta marca. O time agora passa a pensar no Bragantino, para depois desfrutar de uma semana limpa para se preparar para o clássico contra o Santos.

PRIMEIRO TEMPO

Roger Machado fez as primeiras três mexidas no time titular do ano: Mayke estreou no ano no lugar de Marcos Rocha, Keno entrou do lado direito do ataque no lugar de Willian Bigode, e Thiago Santos rendeu Felipe Melo. O Palmeiras rapidamente assumiu o controle do jogo, recompondo muito rápido na marcação e saindo tocando com consciência, mas ainda com dificuldade no último passe.

Surpreendentemente, a primeira jogada aguda foi do Red Bull: pelo lado direito, Deivid conseguiu infiltrar e fez o cruzamento por baixo; Edmilson fuzilou da marca do pênalti e Jailson fez uma defesa espetacular, mas deu rebote; a bola caiu no pé de Éder Luiz, que finalizou de novo – desta vez  Jailson defendeu com tranqüilidade. Um susto.

Aos 14, o Palmeiras respondeu após falta cobrada por Lucas Lima; Thiago Martins escorou para o meio e Thiago Santos chegou chutando tudo; a bola ficou viva na pequena área e o juiz preferiu marcar falta para não se complicar.

Deivid era sempre a opção de ataque do Red Bull, em cima de Victor Luis, e a marcação passou a ficar atenta no setor, fechando o espaço. O Palmeiras começou a abafar; aos 18, Lucas Lima roubou a bola no meio-campo e ligou rápido com Borja, que arrancou a seu estilo, invadiu a área e soltou o canudo – Júlio César defendeu parcialmente e a defesa aliviou.

Quando parecia que o Palmeiras chegaria ao gol na pressão, aos 23 minutos o Red Bull aproveitou uma falha em nosso sistema defensivo, que deixou de armar as duas linhas de forma organizada: Éder enxergou Breno Lopes passando pela esquerda e abriu bem; sem marcação, o lateral cruzou na marca do pênalti e Deivid mergulhou para ganhar de Victor Luis e, com muita felicidade, testar forte para vencer Jailson.

Com o gol, uma irritação fora do normal tomou conta do Allianz Parque e o time não tinha mais tranqüilidade sequer para demorar para fazer um passe. Uma torcida inexplicavelmente à beira de um ataque de nervos.

Dudu e Keno jogavam afunilando e nem sempre havia sincronia com os laterais. Assim, o Palmeiras deixava de aproveitar espaços importantes nos flancos para armar as jogadas ofensivas. Aos 36, depois de choque de Dudu na área, Tchê Tchê arriscou um chute de fora, tímido, fácil para Júlio César. Aos 38, Keno sentiu uma providencial pancada e o jogo ficou quase dois minutos parados – formou-se uma conferência em torno de Roger Machado para que ele passasse suas orientações ao time.

Parece que deu resultado. Dudu e Keno passaram a jogar mais abertos; Lucas Lima ganhou opções e a pressão cresceu nos minutos finais. Keno sofreu falta do lado direito; Lucas Lima cobrou no segundo pau e Thiago Santos, meio corpo adiantado, testou no chão, acertando o canto direito de Júlio César, que ficou vendido. O Verdão foi para o intervalo com a igualdade, depois de muita dificuldade.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, o time voltou para o segundo tempo e aos três minutos perdeu ótima chance: Dudu bateu rápido uma falta na intermediária defensiva e pegou a defesa do Red Bull desarrumada; Borja apostou corrida com Anderson Marques e os dois chegaram juntos na área; Borja girou em torno da bola, protegeu e bateu para o gol; Júlio César defendeu bem e a zaga afastou o perigo.

Aos 11, o Palmeiras viu o Red Bull trocar muitos passes e permaneceu postado. No erro, Keno roubou e lançou Dudu com rapidez, nas costas da zaga; o capitão invadiu a área e tocou por cima, mas Júlio César conseguiu dar um tapa para escanteio. Na cobrança curta, Lucas Lima cruzou no segundo pau e Thiago Santos surgiu com um raio para testar com muita força – a bola passou raspando o travessão.

Já com Dudu e Keno invertidos, mais uma chance aos 14: Keno disputou uma bola na área e abriu para Victor Luis, que cruzou na cabeça de Borja; a testada saiu firme, mas subiu um pouco e acordou a coruja do lado direito do gol Sul.

Aos 20, Roger mexeu no time pela primeira vez: Willian Bigode no Keno e Bruno Henrique no Tchê Tchê. Aos 23, Dudu cobrou falta que ele mesmo recebeu, por cima do gol. O Red Bull se armou para o contragolpe e o Verdão seguia com problemas para encaixar uma jogada de ataque. Roger promoveu então a estréia de Guerra, no lugar de Borja – Willian foi jogar por dentro.

Aos 30, Éder Luis entrou na área e, na disputa com Antônio Carlos, se desmanchou no chão – o bandeira Eduardo Vequi Marciano apontou o pênalti para o árbitro, que atendeu, e assim conseguiu compensar o erro do gol impedido de Thiago Santos. Na batida, Rodrigo Andrade tocou no canto esquerdo e Jailson defendeu; no rebote Nininho bateu forte e Jailson cresceu para abafar, salvando o Verdão de forma espetacular.

Aos 34, Rodrigo Andrade fez falta em Thiago Santos e levou o segundo amarelo. O Verdão chegou forte aos 40, depois que Lucas Lima fez ótimo cruzamento no segundo pau e achou Willian, que só ajeitou no meio para Bruno Henrique, que chegou como um centroavante, mas concluiu como as nossas avós.

Bruno Henrique poderia ter saído como o vilão do jogo, mas foi salvo pelo outro volante do time. Aos 42, após jogada aérea, todos os nossos zagueiros estavam no ataque; a defesa deles rechaçou e Mayke ligou com Thiago Martins na direita; o camisa 31 fez o cruzamento por baixo, Antônio Carlos disputou o lance no bico da pequena área e a bola passou, para cair nos pés de Thiago Santos que, com o gol vazio, apenas empurrou para as redes.

Nos descontos, com o Red Bull já batido, quase saiu o terceiro: Dudu abriu para Mayke na direita; ele foi ao fundo e rolou para a chegada de Willian, que ia fazer de carrinho mas Éverton Silva dividiu por baixo e salvou. O Verdão controlou os minutos finais e chegou à terceira vitória na temporada.

FIM DE JOGO

Foi o jogo mais complicado dos três disputados no ano até agora. Contra um time mais organizado, o Palmeiras teve dificuldades para chegar ao gol adversário, sobretudo no primeiro tempo. Os laterais não acertaram o tempo de subida e bateram cabeça com os meias abertos – algo que foi corrigido parcialmente no segundo tempo. A vitória veio nos brilhos individuais de Jailson e Thiago Santos.

Certamente Roger Machado terá muitos elementos para estudar e seguir desenvolvendo as variações de jogo que o elenco pode imprimir. Quando o time vence, tudo fica mais fácil, mesmo numa atuação coletiva não tão boa como a desta noite. Que venha o Braga e VAMOS PALMEIRAS!

 

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