Palmeiras 3 x 1 Santo André – 18/01/2018

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Aberta a temporada 2018.

Por mais um ano (o 4º seguido) fomos os protagonistas do mercado da bola entre uma temporada e outra.

Fizemos boas contratações nos setores críticos de 2017, as laterais (Diogo Barbosa e Marcos Rocha) e no meio campo (Lucas Lima e Gustavo Scarpa).

A primeira partida oficial superou a expectativa. Mesmo com pouco tempo de pré-temporada (15 dias) conseguimos fazer uma partida consistente e vencer bem.

No segundo tempo sentimos um pouco a parte física, mas conseguimos manter o domínio do jogo e matar a partida com uma jogada bem trabalhada por Keno e Lucas Lima.

Roger Machado já vai dando sua cara ao time. Que a evolução venha e junto com ela, títulos.

Jogo válido pela 1ª rodada do Paulistão 2018.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data: 18/01/2018, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Salim Fende Chavez
Assistentes: Bruno Salago Rizo e Alberto Poletto Masseira
Público: 31.679 pagantes
Renda: 1.917.947,46
Cartão amarelo: Walterson (SAN)
Gols: Palmeiras: Willian, aos 27, e Lucas Lima, aos 36 minutos do primeiro tempo; Keno, aos 37 do segundo
Santo André: João Lucas, aos 13 minutos do segundo tempo

Palmeiras: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos (Juninho), Thiago Martins e Victor Luiz; Felipe Melo e Tchê Tchê (Bruno Henrique); Willian, Lucas Lima e Dudu (Keno); Borja
Técnico: Roger Machado

Santo André: Neneca; Jonathan Bocão, Suéliton, Domingos e Paulinho; Adriano (Walterson), Flávio, Dudu Vieira e Aloísio (João Lucas); Joãozinho e Lincom

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras iniciou o ano de 2018 com o pé direito e venceu o Santo André por 3 a 1 para mais de 31 mil pessoas no Allianz Parque. A estréia pode ser considerada positiva não apenas pelo resultado, mas pela segurança com que o time jogou, principalmente enquanto teve gás. Como ponto de partida para o desenvolvimento da equipe, pode-se dizer que foi acima da expectativa. O Verdão assume a liderança do grupo C do Paulistão logo na saída – ao lado do Novorizontino.

PRIMEIRO TEMPO

Roger Machado tentou despistar, mas a imprensa caçou bem a escalação e o time que entrou em campo foi o mesmo antecipado pelos setoristas, com Willian do lado direito – Keno ficou no banco.

Nos primeiros minutos o Palmeiras tinha muita dificuldade em penetrar no sistema defensivo do Santo André. A transição para o ataque só funcionou quando os laterais participaram da saída de bola. No mais, muitas bolas esticadas buscando arrancadas de Borja e Willian. Destaque para a intensa movimentação de todo o setor ofensivo, com Dudu, Lucas Lima, Willian e Borja se mexendo muito e não guardando posição.

A primeira finalização veio aos onze minutos: Lucas lima roubou a bola no meio-campo e acionou Marcos Rocha, que tocou para Borja, de costas para o gol. O colombiano fez o giro e bateu de canhota, mas sem força, facilitando para Neneca. Com 15 minutos o time do ABC já tinha parado o jogo três vezes para atendimentos médicos. O jogo picotado tornava mais difícil ainda a missão do Palmeiras de ganhar ritmo.

Aos 18, o Santo André chegou à primeira finalização: após escanteio, Borja afastou mal e a bola caiu com Aloísio, que ajeitou dentro da área e bateu cruzado – a bola subiu demais. Aos 22, Felipe Melo dividiu na frente da área com Dudu e o juiz deu falta. Na batida, Aloísio bateu por cima outra vez.

Estava difícil no toque, e o gol saiu aos 26 na base da bola longa: Borja foi lançado por Felipe Melo pela esquerda e rolou por baixo para Dudu, que estava de costas para o gol e tentou de calcanhar; a bola tocou na trave e sobrou para Willian Bigode; sozinho ele só teve o trabalho de tocar para o gol vazio.

Aos 29, Domingos derrubou Dudu em progressão, pelo lado esquerdo. O próprio Dudu bateu a falta, por cima do gol. A porteira estava aberta e Willian roubou a bola no ataque aos 36; fez boa jogada e deu ótimo passe para Borja, na entrada da área; o colombiano soltou o canudo e a bola explodiu na zaga, mas no rebote Lucas Lima emendou de primeira, de fora da área, e o balaço foi no ângulo direito de Neneca, inapelável.

Aos 40, Borja errou o passe, mas acabou tabelando com a perna do zagueiro; ele percebeu Marcos Rocha escapando da direita e tentou a enfiada de três dedos, mas a zaga rebateu; Willian chegou batendo e Neneca fez uma defesa estranha, atrapalhado pelo efeito que a bola pegou – ela saiu em escanteio. Na cobrança, Lucas Lima colocou na cabeça de Antônio Carlos, que testou por cima. Foi o último lance importante do primeiro tempo.

O Palmeiras teve muita dificuldade em envolver a defesa do Santo André com toques curtos, mas a movimentação intensa dos jogadores de frente facilitou as jogadas de lançamento; Borja não ficou plantado na área em momento algum e foi fundamental nas jogadas dos dois gols.

SEGUNDO TEMPO

O Santo André veio com apetite para o segundo tempo – Walterson entrou no intervalo e forçou pelo lado esquerdo, em cima de Marcos Rocha. Com menos de três minutos, o time do ABC já tinha conseguido quatro escanteios – num deles, Suéliton testou forte e obrigou Jailson a fazer uma grande defesa.

Aos 12, mais um lançamento de Felipe Melo para Borja, que fez o pivô para Lucas Lima, que abriu para Dudu na esquerda. O capitão atrasou um pouco a jogada mas mesmo assim achou Victor Luis fazendo a ultrapassagem e o cruzamento veio na cabeça de Willian que finalizou, mas a bola saiu à esquerda de Neneca.

O Santo André saiu rápido e forçou mais uma vez o jogo na esquerda, com Joãozinho. Com três marcadores, ele conseguiu uma bela finta de corpo sobre Antônio Carlos e saiu livre na área, batendo forte, por baixo; Jailson rebateu como pôde, para o meio, e João Lucas aproveitou para diminuir o placar.

Aos 19, o Santo André quase empatou: o cruzamento veio por baixo e achou Walterson livre; ele bateu firme, mas Marcos Rocha aparou a bola, que foi rolando para a trave esquerda; no rebote, João Lucas chegou batendo, com pouco ângulo, e ela foi na trave outra vez. O Palmeiras começava a mostrar desgaste físico e o Santo André aproveitava.

Roger mexeu duas vezes após esse momento ruim: Bruno Henrique no lugar de Tchê Tchê e Keno no lugar de Dudu, que foi muito aplaudido – certamente apenas pelo moral acumulado.

Com o placar favorável e sentindo bastante o calor e o esforço, foi a vez do Palmeiras esfriar o jogo, usando a experiência. A jogada preferida do Verdão era esticar bolas para Keno, com o tanque cheio. O camisa 11 sempre arrumava algum lance perigoso.

Juninho entrou na zaga, do lado esquerdo, no lugar de Antônio Carlos, extenuado. Thiago Martins foi para o lado direito. Aos 37, mais uma bola longa para Keno; ele fez sua jogada que já é característica: cortou para o meio e bateu cruzado, pelo alto, de curva; a bola beijou a forquilha de Neneca e voltou para nossa intermediária; Lucas Lima aparou, tabelou com Victor Luis e enfiou para Keno mais uma vez; desta vez ele invadiu a área e bateu cruzado, por baixo, fazendo o terceiro do Verdão.

O Santo André se entregou e aos 41 quase virou goleada: Borja saiu mais uma vez da área, pelo lado direito, e achou um belo passe para Willian, que achou Bruno Henrique entrando como um centroavante; na hora da conclusão ele foi calçado por trás mas mesmo assim conseguiu finalizar, Neneca deu rebote e Willian desperdiçou o rebote, mandando para fora.

Aos 46, Foguete cruzou por baixo, Thiago Martins deixou a bola passar e Jailson precisou de muito reflexo para impedir o segundo gol. Foi o último suspiro do Santo André: o fraco juiz Salim Fende Chavez encerrou a partida.

FIM DE JOGO

O Palmeiras venceu devido à enorme qualidade técnica dos atletas. Vimos lances espetaculares em meio a um time que, naturalmente, ainda se ressente de organização ofensiva.

O aspecto físico foi preponderante para o momento de dificuldade por que o time passou no meio do segundo tempo e por pouco não sofremos o empate. A sorte ajuda quem trabalha.

Roger Machado tem problemas defensivos a resolver, sobretudo do lado direito da defesa. O time achou uma alternativa à falta de evolução pelo chão com os lançamentos longos; mas é outro ponto que deve se desenvolver naturalmente com o entrosamento. Domingo tem mais. VAMOS PALMEIRAS!

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