Palmeiras 2 x 0 Botafogo – 27/11/2017

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Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A despedida de Zé Roberto, no auge dos seus 43 anos, veio com uma vitória bem administrada e sem riscos.

Fomos superiores durante todo o jogo e os 3 pontos nos deixam em 2º na tabela.

Zé Roberto é um ícone e exemplo a ser seguido pelos demais atletas. Profissional, sério, responsável e competente.

Fechou sua carreira como jogador com 2 títulos nacionais e com participações decisivas em ambos. Será sempre lembrado pela Família Palestrina.

Jogo válido pela 37ª rodada do Brasileirão 2017.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 0 BOTAFOGO 

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORÁRIO: 27/11/2017 – 20h
ÁRBITRO: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
ASSISTENTES: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
CARTÕES AMARELOS: Felipe Melo e Moisés (PAL); Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, João Paulo e Rodrigo Pimpão (BOT)
CARTÕES VERMELHOS: –
PÚBLICO E RENDA: 23.562 pagantes/Renda: R$1.230.114,47
GOLS: Dudu, 9’/2°T (1-0) e Keno, 17’/1°T (2-0)

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos, 29’/2ºT), Tchê Tchê e Moisés (Willian, 27’/2ºT); Keno, Dudu (Hyoran, 39’/2ºT) e Borja – TÉCNICO: Alberto Valeintim.

BOTAFOGO: Gatito Fernández, Arnaldo, Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Rodrigo Lindoso (Ezequiel, 39’/2ºT), Bruno Silva, João Paulo (Marcos Vinícius, 23’/2ºT) e Valencia; Rodrigo Pimpão e Guilherme (Vinícius Tanque, 23’/2ºT) – TÉCNICO: Jair Ventura.

Com retrospecto favorável, Palmeiras recebe Botafogo no Allianz Parque

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
27/11/2017 – 10h13

Palco do duelo contra o Botafogo nesta segunda (27), às 20h, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Allianz Parque receberá um dos maiores clássicos Rio-São Paulo. A casa palestrina também foi anfitriã do primeiro encontro entre as duas equipes na história: isso aconteceu em 1922, quando o Verdão, com gol de Imparato, bateu o time de General Severiano por 1 a 0.

Considerando todas as transformações físicas pelas quais o estádio esmeraldino já passou, nas décadas de 30, 60 e, mais recentemente, em 2014, quando se transformou em uma moderníssima arena, o Alviverde possui ampla vantagem sobre o rival: em 28 jogos, são 15 vitórias, oito empates e apenas cinco reveses.

Foi também no estádio do Verdão que saiu a maior goleada da história do confronto: 6 a 0 a favor do Palmeiras, em 1999, pelo Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Asprilla, Cléber, Aguinaldo, Pena e Evair. A temporada de 1999, aliás, foi uma das mais emblemáticas da história da agremiação: além das goleadas marcantes, foi também o ano em que o Alviverde conquistou o título da Libertadores da América.

O Palmeiras também leva vantagem sobre o Botafogo em Brasileirões. Em 53 duelos na história, são 22 vitórias, 17 empates e 14 derrotas. O primeiro embate entre os dois times no Nacional aconteceu em 1967, empate por 0 a 0 no Campeonato Brasileiro, à época chamado Roberto Gomes Pedrosa – competição da qual o Verdão saiu como campeão.

Computando todos os jogos da história entre as duas equipes, são 114 encontros entre Palmeiras e Botafogo, com 43 vitórias palestrinas, 37 empates e 34 derrotas – o saldo de gols também é favorável ao Verdão, com 169 gols do Verdão e 148 do Botafogo.

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras venceu o Botafogo por 2 a 0 no Allianz Parque e voltou ao segundo lugar do campeonato, a uma rodada do fim. O jogo foi em ritmo mais lento que o habitual, mas o Verdão conseguiu impor sua superioridade, mostrando bastante equilíbrio entre ataque e defesa, e construiu o placar com naturalidade.

PRIMEIRO TEMPO

Nenhuma novidade na escalação do Palmeiras – Alberto Valentim fez o simples e escalou o time na mesma formação dos últimos jogos – com as exceções já previstas, claro, de Zé Roberto e Jailson. Jair Ventura é que preparou uma surpresinha: escalou o veloz Guilherme em vez de Brenner, que vinha sendo o preferido, para tentar explorar a lentidão de nossa defesa. Vamo pra peleja?

Aos dois minutos, a primeira boa chance do Verdão: Keno foi ao fundo pela direita e cruzou por baixo; Rodrigo Lindoso chegou antes de Borja e tocou forte para trás para afastar, cedendo escanteio.

Aos nove, um lindo lance de Borja, que enxergou Dudu se projetando pela esquerda e fez o passe com precisão; o camisa sete balançou pra cima de Carli já dentro da área e cruzou por baixo – a zaga mais uma vez cortou com Igor Rabello, antes que Moisés concluísse para o gol.

O Botafogo respondeu numa falta pelo lado direito, cometida por Felipe Melo. Lindoso cobrou, Felipe Melo rebateu para a meia-lua e Guilherme bateu sem marcação, com muito perigo, à esquerda de Jailson.

Aos 22, Moisés cometeu um erro grosseiro na saída de bola e deu um presente para Léo Valencia; ele abriu rápido para Guilherme, que cruzou na medida para Rodrigo Pimpão, que deu um bonito peixinho mas errou o alvo, testando à direita de Jailson. O Verdão respondeu um minuto depois: Keno achou Dudu dentro da área; muito veloz, ele deu a volta em Igor Rabello e cruzou para dentro; sem goleiro, a bola não chegou em Borja. Na sequência, após o Palmeiras recuperar a bola, o colombiano acertou um bom chute de longe, mas Gatito defendeu.

O Palmeiras claramente forçava o jogo pelas beiradas, confiando na habilidade de Keno e Dudu. Aos 28, Keno tabelou com Borja e foi derrubado na meia-lua por João Paulo, que levou amarelo. Dudu bateu e exigiu ótima defesa de Gatito Fernandez, que espalmou a escanteio – a bola ia na gaveta direita. Dudu bateu na cabeça de Edu Dracena, que testou firme, mas a bola saiu à esquerda do gol.

Mesmo num ritmo não tão rápido, o que arrancou algumas vaias isoladas da torcida, o Palmeiras já criava muito mais chances que o time carioca, faltando apenas detalhes para o gol sair. Aos 33, depois de boa saída pelo alto de Jailson, nosso goleiro fez um lançamento primoroso para Dudu, que deu um tapa de trivela buscando Borja, que por décimos de segundo não conseguiu chegar antes de Gatito para a conclusão.

Mais uma aos 37: a jogada começou com Mina, que tocou para Moisés – o camisa 10 deu um lindo giro e achou Keno por trás do lateral; ele invadiu a área e meteu dentro da pequena área, onde Dudu já se preparava para concluir, mas Gatito se antecipou e jogou a escanteio. Notem quantos lances que faltou apenas sair a conclusão, cortados pela defesa no último momento.

Keno fez a jogada pela direita, aos 44, e cortou pelo meio; veio costurando e tocou para Borja, que tentou cortar Carli na meia-lua mas a bola foi na mão do zagueiro argentino, a menos de um passo da linha da área. Moisés bateu forte, de chapa, e a bola saiu lambendo a forquilha esquerda de Gatito. E acabou o primeiro tempo – o Palmeiras jogando bem melhor, mesmo já sem tantas aspirações no campeonato – faltou apenas o chamado último toque para deixar alguém na cara do gol. O Botafogo só jogava em nosso erro e se defendia bem, com uma dupla de zaga bastante firme.

SEGUNDO TEMPO

Logo no primeiro lance do segundo tempo, Keno ia escapando pela direita e sofreu falta feia de Gilson, que entrou de sola e levou amarelo. Zé Roberto bateu muito bem na área; a bola ficou viva e por muito pouco Dudu não aproveitou, mas Gatito mais uma vez chegou antes.

Aos oito, o Palmeiras chegou na bola esticada: Dudu achou um lindo passe longo para Keno, que apostou corrida com Gilson, entrou na área mas preferiu cavar o pênalti em vez de chutar para o gol – a disputa foi normal. Mas no lance seguinte, o Verdão chegou ao gol: Keno recebeu de Tchê Tchê, fez mais uma boa jogada e cruzou por baixo, de curva, por trás da zaga – Borja não alcançou o carrinho, mas Dudu fechou no segundo pau e escorou para o gol, abrindo o placar.

Aos 15, Mayke aproveitou um passe ruim na saída de bola do Botafogo e se antecipou, descendo sem marcação e emendando um canudo – mesmo com a bola pegando um efeito estranho no meio do caminho, Gatito encaixou com segurança.

Na marca dos 18, uma pintura, um dos gols mais bonitos da História do Allianz Parque: Felipe Melo acertou mais um bom lançamento longo, desta vez para Keno; ele saiu de Gilson e de Igor Rabello, cortou para dentro já na área, e bateu de curva, na gaveta, indefensável para Gatito. Um senhor golaço.

Depois de errar um passe de forma boba no meio, Moisés acabou sacado, para a entrada de Willian Bigode. Dudu, que já estava caindo pelo meio naturalmente, veio jogar por dentro de uma vez. Pouco depois, Felipe Melo deu lugar a Thiago Santos e ganhou música.

Aos 32, o Botafogo conseguiu chegar, já diante de um Palmeiras em ritmo bem mais lento – Bruno Silva bateu da entrada da área buscando o canto direito de Jailson, mas errou o alvo. Aos 35, Zé Roberto bateu falta sofrida por Dudu; Mina testou no segundo pau e Edu Dracena quase chegou para conferir, mas Gatito chegou antes na bola. Hyoran foi para o jogo, no lugar de Dudu – sem música.

Aos 44, uma grande chance: Hyoran deixou Borja na cara do gol, mas o colombiano demorou para concluir e permitiu a chegada de Igor Rabello, que travou a conclusão. Aos 46, Borja mais uma vez estragou um ataque por ter demorado demais para decidir o que fazer – eram 4 contra 1. E Elmo Alves Rezende Cunha encerrou o jogo e a carreira de Zé Roberto.

FIM DE JOGO

Mais uma bonita homenagem a Zé Roberto foi prestada pelos jogadores do Palmeiras – ele foi jogado para cima pelos companheiros, deu a volta olímpica e, de forma muito emocionante, encerrou sua gloriosa carreira.

O Botafogo jogou sem muita ambição – nem parecia que estava precisando dos pontos para chegar à Libertadores e facilitou o trabalho do Palmeiras, que aproveitou a brecha e fez muito bem seu trabalho. Agora, o time carioca vai ter que torcer para o Flamengo ganhar a Sul-Americana enquanto o Verdão joga por uma vitória simples em Curitiba, contra o Atlético, para manter o segundo lugar na tabela. VALEU ZÉ! VAMOS PALMEIRAS!

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