Palmeiras 2 x 2 Cruzeiro – 30/10/2017

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Numa ótima atuação, para mais de 37 mil espectadores no estádio, empatamos com o Cruzeiro mesmo após estar atrás do marcador por 2 vezes.

Fomos superiores, principalmente no primeiro tempo, e só não vencemos porque o juiz anulou um gol legítimo de Borja ainda no primeiro tempo. Sem contar o gol contra de Juninho logo aos 5′.

No segundo tempo o Cruzeiro começou melhor e ampliou novamente. Colocamos o coração na ponta da chuteira e buscamos novamente o empate.

O ponto conquistado nos deixa a 5 do líder e na próxima rodada tem confronto direto.

Que venha o Derby.

Jogo válido pela 31ª rodada do Brasileirão 2017.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 2 CRUZEIRO

DATA: 30 de outubro de 2017, segunda-feira
LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo
HORÁRIO: 20 horas (de Brasília)
ÁRBITRO: Héber Roberto Lopes
ASSISTENTES: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes
PÚBLICO: 37.961 pagantes
RENDA: R$ 2.832.058,34
CARTÕES AMARELOS: Lucas Romero e Robinho (CRU)
GOLS:
PALMEIRAS: Borja, aos 34 minutos do 1º Tempo e aos 40 minutos do 2º Tempo
CRUZEIRO: Juninho (contra), aos 5 minutos do 1º Tempo, e Robinho, aos 18 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena (Luan), Juninho e Egídio; Jean (Roger Guedes), Tchê Tchê e Moisés; Keno (Deyverson), Dudu e Borja
TÉCNICO: Alberto Valentim.

CRUZEIRO: Fábio; Ezequiel, Manoel, Murilo (Digão) e Diogo Barbosa; Henrique e Lucas Romero; Rafinha, Thiago Neves e Arrascaeta (Lucas Silva); Rafael Marques (Robinho)
TÉCNICO: Mano Menezes.

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras fez um jogo muito bom na noite desta segunda-feira no Allianz Parque cheio, mas acabou tendo que buscar o empate duas vezes e não teve forças para a virada no final. Com o resultado, o time chega a 54 pontos e continua vivo na luta pelos objetivos deste final de ano. O resultado poderia ter sido melhor – e um dos fatores que influenciaram diretamente no resultado da partida foi a arbitragem, que anulou de forma inacreditável um gol legítimo de Borja ainda no primeiro tempo, com o jogo empatado. Uma vergonha.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão veio escalado conforme o esperado – Jean foi o escolhido para substituir o suspenso Bruno Henrique. O Cruzeiro sinalizou nos primeiros minutos que poderia vir para o jogo, marcando nossa saída de bola, mas com Keno e Dudu bem posicionados, o Verdão tinha desafogo e ameaçou criar duas boas chances logo nos primeiros minutos. Sem a bola, nosso time também marcava alto, e o jogo foi bastante aberto em seus primeiros movimentos.

Só que aos cinco minutos, uma enorme bobagem da defesa deu um gol para o Cruzeiro: Diogo Barbosa foi lançado sob a marcação de Mayke, que furou, mas ainda conseguiu cercar o lateral cruzeirense; mesmoa ssim, não interceptou o cruzamento; a bola passou por Edu Dracena e confundiu Juninho, que na passada meteu uma bomba para trás e encheu a rede de Fernando Prass.

O estádio e o time reagiram bem à fatalidade e o time continuou tocando a bola rápido, com consciência e sem afobação, apertando a saída de bola. Aos doze, após boa troca de passes, Dudu bateu de fora; a bola desviou em Murilo e foi a escanteio, que o Palmeiras não aproveitou.

Aos 14, Borja foi lançado na área, mas domnou de canela; aos 15, foi lançado em velocidade, mas a bola foi longa demais e Fábio chegou antes. Mas o Palmeiras parecia ter achado os caminhos. Aos 17, boa inversão de Dudu para Mayke, que enfiou para Keno no fundo – o cruzamento veio por baixo e Fábio interceptou.

O apoio de Egídio ou Mayke pareciam bem coordenados, descendo um de cada vez e com a defesa bem postada para uma eventual perda de bola. Com a presença dos laterais, Keno e Dudu tinham apoio e as jogadas saíam – o problema era mesmo dentro da área.

Aos 32, Moisés coordenou o ataque e inverteu a bola para Egídio, que acertou um belo cruzamento; Borja, da marca do pênalti, sem marcação, cabeceou por cima. Mas dois minutos depois, não teve jeito: Moisés mais uma vez feza inversão para Egídio, que cruzou na primeira trave; Dudu raspou de chaleira e Fábio fez a defesa parcial; com a bola livre, dentro da pequena área, Borja só teve o trabalho de dar um bico para dentro, empatando o jogo.

O gol incendiou o Allianz PArque e o Verdão foi pra cima, com o Cruzeiro amedrontado, todo encolhido. Aos 36, quase veio a virada: Keno roubou bola e partiu em velocidade, caçado por Murilo; ele invadiu a área e tentou tirar de Fábio, mas a bola saiu por cima, numa chance incrível.

Aos 38, Borja deu o sangue e roubou a bola de Manoel; ela ficou com Dudu, que invadiu livre, mas na hora de fazer o gol teve uma pane mental e preferiu tocar para Keno, que já tinha passado da linha da bola – a defesa tirou em escanteio. Na cobrança, Borja subiu bonito e marcou de cabeça, mas Heber Roberto Lopes anulou, alegando empurrão do colombiano em cima de Manoel, que se desmanchou no lance. Palmeiras roubado.

E com uma enorme pressão do Verdão nos minutos finais, Heber apitou o fim do primeiro tempo. Apesar do empate, o Palmeiras jogou muito bem e dominou completamente as ações.

SEGUNDO TEMPO

Os times voltaram sem alterações para o segundo tempo e o Verdão tentou imprimir um ritmo forte desde o início. Logo a um minuto, Keno fez boa jogada e abriu para Moisés, que cruzou buscando Dudu no segundo pau, mas Fábio saiu bem do gol. O Cruzeiro respondeu logo em seguida: após cobrança de escanteio, De Arrascaeta saiu na cara de Prass, que cresceu e fechou o ângulo, impedindo o segundo gol do Cruzeiro.

Aos 6, grande jogada de Keno, que recebeu de Moisés, rabiscou e tocou para Borja, que tentou duas vezes antes de obrigar Fábio a fazer boa defesa por baixo. E o Cruzeiro, a exemplo de todas as partidas disputadas contra nós este ano, abusava da cera para tentar esfriar nosso time.

Aos 8, Fernando Prass se afobou para repor a bola e a deu no pé de Rafinha, que bateu bem de longe, tentando fazer o gol de longe. Prass defendeu, mas se atrapalhou de novo e perdeu o controle da bola – sorte que não havia nenhum cruzeirense por perto.

Aos 12, uma chance enorme: Keno recebeu dentro da área e serviu Moisés, que tocou rápido para a batida rasteira de Dudu – Fábio fez uma grande defesa e cedeu escanteio. O goleiro cruzeirense aproveitou e se estatelou no chão para mais uma vez esfriar o jogo. Na cobrança de escanteio, Fábio saiu mal e a bola caiu na meia-lua, Jean tentou aproveitar que o gol estava aberto, mas pegou mal na bola e mandou para fora.

Mas aos 19, o Palmeiras perdeu uma bola no campo de ataque, MAyke dividiu e a bola ia sobrar para Juninho, mas Thiago Neves foi rápido e interceptou, lançando Robinho, que tinha acabado de entrar no lugar de Rafael Marques, exerceu a Lei do Ex: saindo atrás de Edu Dracena, foi até a entrada da área e tocou na saída de Fernando Prass. Imediatamente, Alberto Valentim mandou Roger Guedes a campo, no lugar de Jean – com isso, Keno foi para a esquerda e Dudu passoua jogar mais por dentro.

Com a mexida, por alguns momentos o Palmeiras se perdeu em campo, com apenas um volante e o Cruzeiro teve a chance de matar o jogo, numa bela jogada coletiva que envolveu nossa defesa – Juninho deu o bote errado e De Arrascaeta invadiu a área para tocarna saída de Prass;a bola correria pela pequena área mas Mayke cortou.

Num ataque desordenado, Tchê Tchê conseguiu dominar a bola na frente da área e bateu – Fábio mandou a escanteio. Na cobrança, Juninho cabeceou fraco e Fábio defendeu firme. Um minuto depois, Roger Guedes fez boa jogada pela direita e cruzou por baixo; Borja furou e ninguém apareceu para aproveitar a bola limpa na marca do pênalti. Aos 26, Keno caiu pela esquerda, foi para a jogada individual, cortou para dentro e bateu; Digão desviou em escanteio. Aos 28, quase um replay, mas desta vez a batida veio fraca, à meia altura – quase um recuo.

A pressão era gigantesca. Aos 29, Dudu bateu escanteio da direita e Edu Dracena foi no terceiro andar para cabecear no chão; Fábio foi buscar numa defesa milagrosa; a bola ficou viva dentro da pequena área mas ninguém conseguiu colocar para dentro. Aos 33, Roger Guedes recebeu de Dudu e cruzou rasteiro, por trás da zaga, mas ninguém apareceu para colocar para dentro. Foi a deixa para Valentim mandar Deyverson a campo, no lugar de Keno.

Aos 36, Tchê Tchê cruzou no segundo pau, Deyverson escorou para dentro e Borja se preparava para fazer, mas Digão afastou. Aos 37, Dudu cruzou para a chegada de Edu Dracena, mas a cabeçada saiu pelo alto. Dois minutos depois, Egídio fez a jogada pela esquerda e cruzou, Roger Guedes cabeceou fraco e Fábio defendeu fácil.

NA jogada seguinte, no entanto, a pressão do Palmeiras foi recompensada: Roger Guedes bateu lateral rápido e achou Dudu;o capitão cruzou por baixo e Borja ajeitou a bola na matada e emendou um lindo chute, acrobático, e empatou o jogo fazendo um golaço. O Allianz Parque enlouqueceu, mas o tiem ainda precisava de mais um gol com poucos minutos pela frente.

O time do Cruzeiro se encolheu e catimbou como se fosse a URT de Patos de Minas. Aos 43, Dudu desceu pela direita e bateu cruzado para alguém colocar o pé; a zaga rebateu e Roger Guedes, com pouco ângulo, tentou fazer o gol – se cruzasse, Deyverson estava livre. O Verdão continuou pressionando muito, a bola mal passava para nosso campo de defesa, mas o time mineiro conseguiu se defender e segurou o empate até o apito final de Heber Roberto Lopes.

FIM DE JOGO

Não foi só o roubo de Heber (cadê o esquema Crefisa?), que chegou a lembrar o de Carlos Simon em 2009, no infame gol anulado do Obina. O Palmeiras mais uma vez parou nos erros individuais e na afobação; na cera do Cruzeiro e também, reconheçamos, na qualidade do toque de bola rápido do time mineiro. De qualquer forma, o resultado não foi justo, porque a arbitragem influenciou diretamente no andamento do jogo.

O time jogou bem, foi muito superior ao adversário – um time reconhecidamente forte. Foi uma boa demonstração de que os resultados anteriores não vieram apenas por causa da fragilidade dos adversários, embora o empate desta noite possa alimentar argumentos contrários de mentes mais limitadas da imprensa.

O Verdão tem agora o Derby pela frente, e uma vitória é obrigatória. Sabemos dos efeitos devastadores para os perdedores do clássico, e só os três pontos nos manterão vivos na busca pelo G4. VAMOS PALMEIRAS!

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