Palmeiras 0 x 2 Corinthians – 12/07/2017

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Precisando de uma vitória para se recuperar das últimas 2 derrotas fomos a campo defendendo uma invencibilidade de quase 1 ano no Allianz Parque justamente num derby. Além disso o rival lidera com folga o campeonato e estava a longínquos 13 pontos a nossa frente. Vários ingredientes para motivar o torcedor a comparecer (mais de 39 mil).

Em campo vimos um Corinthians jogando fechadinho com um sistema de marcação impecável e explorando contra-ataques. O Palmeiras, por sua vez, tinha imensa posse de bola mas não conseguia chegar nem perto da área adversária.

E o que todos receavam aconteceu. Tomamos um gol num pênalti infantil e, a partir daí, foi só desorganização. Ainda tomamos um segundo gol que jogou um balde de gelo em qualquer esperança de reação.

Nessa partida ficaram evidentes mais uma vez alguns problemas que nos assolam desde o início da temporada. Uma guinada de 180º é necessária, do contrário o ano passará em branco.

Jogo válido pela 13ª rodada do Brasileirão 2017.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 2 CORINTHIANS

LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
DATA-HORA: 12/7/2017 – 21h45
ÁRBITRO: Leandro Pedro Vuaden (RS)
AUXILIARES: Jose Eduardo Calza (RS) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
PÚBLICO/RENDA: 39.091 pagantes/R$ 2.744.600,04.
CARTÕES AMARELOS: Borja, Dudu e Thiago Santos (PAL), Guilherme Arana, Cássio, Jadson e Rodriguinho (COR)
CARTÕES VERMELHOS: –
GOLS: Jadson (22’/1ºT) (0-1) e Guilherme Arana (19’/2ºT) (0-2)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê, Mina, Edu Dracena e Egídio (Zé Roberto, aos 35’/2ºT); Thiago Santos (Keno, aos 21’/2ºT), Bruno Henrique (Borja, no intervalo) e Guerra; Róger Guedes, Dudu e Willian. TÉCNICO: Cuca.

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo (Pedro Henrique, aos 26’/2ºT) e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson (Marquinhos Gabriel, aos 39’/2ºT), Rodriguinho (Camacho, aos 47’/2ºT) e Romero; Jô. TÉCNICO: Fábio Carille.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Num jogo cercado por muito nervosismo, o Palmeiras foi derrotado pelo SCCP e praticamente deu adeus à disputa do Brasileirão, já que a diferença chegou a enormes e quase irrecuperáveis 16 pontos. Para piorar, o time viu a invencibilidade de quase um ano dentro do Allianz Parque ir por água abaixo. Todas as energias agora se voltam para a disputa das copas, para salvar o ano.

PRIMEIRO TEMPO

A torcida vibrou como nunca no início do jogo. O Allianz Parque literalmente balançou – algo que não me recordo de ter sentido em nenhum jogo. A escolha de Cuca foi por Edu Dracena e Egídio no lado esquerdo da defesa – o que supunha um esquema muito forte de proteção com Thiago Santos e Bruno Henrique.

Com a bola no pé, o Verdão seguiu o script e tomou a iniciativa desde os primeiros minutos, mantendo a posse de bola e marcando alto, sem dar chance ao visitante para trocar dois passes. Aos 8, a primeira chance de gol: Dudu cobrou falta da esquerda e Mina ganhou da defesa, testando no centro do gol – fácil para Cássio. O SCCP tentou responder com Romero logo depois, em jogada individual – o paraguaio tentou surpreender Prass mas chutou à direita do gol.

Aos 10, Egídio arrancou pela esquerda, não foi incomodado e arriscou um bom chute de fora – Cássio defendeu. Depois de insistir com uma posse de bola massacrante e sempre rondando a área do adversário, o Palmeiras levou um castigo aos 22: Romero salvou uma bola quase perdida na esquerda e conseguiu tocar para a chegada de Guilherme Arana, que vinha em velocidade; Bruno Henrique tentou cortar e cometeu pênalti. Jadson bateu, a bola tocou no pé da trave direita de Fernando Prass e entrou – nosso arqueiro estava muito bem na bola.

O Palmeiras aparentemente não sentiu o gol e continuou imprimindo um ritmo forte. Aos 29, depois de boa jogada de Guerra pelo meio, Bruno Henrique soltou um foguetaço de fora e a bola passou raspando a forquilha direita de Cássio.

Aos 32, Dudu puxou o contra-ataque pela esquerda e tentou enfiar para Willian, mas Pablo cortou e a bola espirrou no braço de Balbuena, dentro da área. Se Vuaden quisesse ter dado o pênalti, poderia ter dado – mas não dá para dizer que ele roubou o Verdão no lance –foi tudo bem rápido e a bola ricocheteou muito de perto.

Aos 41, uma grande chance: escanteio pela direita, Edu Dracena cabeceou em direção ao gol, Thiago Santos dividiu com Cássio e Bruno Henrique bateu prensado com a defesa – a bola saiu em novo escanteio. Cássio aproveitou para fazer mais cera e esfriar nosso time. E depois de mais pressão, Leandro Vuaden apitou o fim do primeiro tempo. Um placar injusto pelo enorme volume de jogo do Verdão – o problema foi a insistência nas bolas cruzadas pelo alto para Willian e Dudu, presas fáceis para a dupla de zaga do adversário, que não errou nenhuma bola.

SEGUNDO TEMPO

Cuca arriscou duplamente no intervalo: colocou Borja, algo que mais do que indicado, mas tirou Bruno Henrique. Para não deixar a zaga muito frágil, jogou Tchê Tchê para o meio, e recuou Roger Guedes para a lateral direita, deslocando Willian para a ponta. Isso mesmo: Roger Guedes na lateral.

O volume de jogo continuava alto, mas o visitante, usando o placar a seu favor, passou a jogar como pequeno, catimbando e fazendo cera a todo momento, buscando aquela bola vadia. Aos 17, Guerra deu uma cavadinha buscando Borja, Balbuena cortou parcialmente e Willian tentou emendar de voleio, mas não pegou em cheio e a bola saiu sem força. Aos 19, Willian mais uma vez tentou o arremate, desta vez de fora da área – Cássio defendeu firme.

Aos 20, o SCCP matou o jogo: numa tabelinha simples nas costas de Roger Guedes, que tinha descido, Guilherme Arana e Romero ganharam do lado direito de nossa defesa – Mina e Thiago Santos foram envolvidos e Edu Dracena mais uma vez chegou atrasado – Arana bateu cruzado, no canto esquerdo de Prass, que chegou a raspar na bola, mas não conseguiu a defesa.

Cuca então foi pro risco total, colocando Keno no lugar de Thiago Santos e puxando Dudu um pouco para trás. O excesso de improvisos e o nervosismo, no entanto, não permitiram que a formação ultraofensiva chegasse com perigo à meta de Cássio até o fim do jogo.

Só aos 33 o Palmeiras conseguiu uma nova finalização – Willian, aberto pela direita, aparou uma bola espirrada no peito e tentou emendar, mas mais uma vez errou o alvo. Aos 35, Cuca trocou Egídio, péssimo, por Zé Roberto.

A bola queimava no pé de nossos jogadores e só restaram os chutes de fora. Aos 37, foi a vez de Roger Guedes arriscar – mais um chute por cima. Foram cerca de dez minutos torturantes, vendo nosso time totalmente perdido em campo, sem ameaçar com real perigo o adversário. Os ridículos três minutos dados pela arbitragem como acréscimos acabaram sendo um alivio: era melhor que terminasse logo mesmo.

FIM DE JOGO

Este era o jogo para tornar o ano realmente interessante: manter a invencibilidade em casa, derrubar o embalo do rival, manter o Brasileirão aberto, e principalmente provar que o time forte do papel seria capaz de vencer grandes desafios. Seguimos com um aproveitamento muito ruim em clássicos. Fracassamos.

O ano não está perdido, mas sabemos o estrago que perder um Derby causa. Com dois confrontos de mata-mata em que estamos em desvantagem, a pressão vai ser muito maior e o time ainda está longe do melhor acerto. Temos que ter muito, mas muito sangue frio para superar este tombaço.

Acima de tudo, temos que ser bons esportistas e saber perder. O rival montou um time que está muito bem treinado, está conseguindo manter o time principal sem lesões e está jogando bola, aproveitando o foco apenas no Brasileiro e merecendo a posição que conquistou. Futebol é isso. Vamos cuidar da nossa vida que ainda temos que lutar por duas taças. VAMOS PALMEIRAS!

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