Santos 1 x 0 Palmeiras – 14/06/2017

O jogador Guerra, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador David Braz, do Santos FC, durante partida válida pela sétima rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro). Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Uma atuação ruim no primeiro tempo (apenas 2 finalizações) e, após um gol bastante discutível do Santos, crescemos e só não viramos o jogo graças ao goleiro santista.

A preocupação só ameniza um pouco em função das boas chances criadas no segundo tempo e que a derrota veio num gol roubado.

De qualquer forma é pouco para quem quer buscar o título que está cada vez mais distante.

Jogo válido pela 7ª rodada do Brasileirão 2017.

Gol, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 0 PALMEIRAS

LOCAL: Vila Belmiro, Santos (SP)
DATA: 14/06/2017
ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio – GO
AUXILIARES: Bruno Raphael Pires – GO e Leone Carvalho Rocha – GO
PÚBLICO/ RENDA: 10.143 / R$ 406.970,00
CARTÕES AMARELOS: Juninho (PAL), Tchê Tchê (PAL) , Lucas Lima (SAN)
CARTÃO VERMELHO: –
GOL: Kayke, aos 05’/ 2ºT (0-1)

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Hernández 50’/ 2ºT); Copete (Noguera 50’/2ºT), Bruno Henrique e Kayke (Leandro Donizete 32’/ 2ºT). TÉCNICO: Levir Culpi

PALMEIRAS: Fernando Prass, Mayke, Edu Dracena, Antônio Carlos Juninho e Zé Roberto (Keno 11′ /2ºT); Thiago Santos (Raphael 38’/ 2ºT), Tchê Tchê (Jean 251/ 2ºT) e Guerra; Róger Guedes e Willian. TÉCNICO: Cuca

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

Em jogo movimentado e um tanto ofuscado pelo sorteio da chave da Libertadores, o Verdão acabou derrotado pelo Santos por 1 a 0 e perdeu a chance de engatar uma boa sequência no Brasileirão. Depois de tomar um gol irregular no início do segundo tempo, o Palmeiras deslanchou e foi bem melhor em campo, pressionou em busca do empate mas parou em Vanderlei, que foi disparado o melhor em campo.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca definiu uma escalação que tanto podia ter três zagueiros, como podia aproveitar Juninho na esquerda e mandar Zé Roberto para o meio. O suspense se manteve até o início do jogo, quando pudemos perceber o time no esquema habitual: 4-2-3-1. Thiago Santos ficou em cima de Lucas Lima e a marcação dos dois times encaixou bem, tornando o jogo muito pegado, com poucas chances de gol.

No início, enquanto os times ainda achavam o melhor posicionamento, ainda apareceram alguns espaços. Aos 3, Thiago Maia abriu para Copete, que aproveitou a falha de Mayke, dominou e achou Bruno Henrique na área; pressionado por Edu Dracena, ele dominou e bateu para excelente defesa de Fernando Prass. A resposta do Palmeiras foi tímida e Tchê Tchê conseguiu um bom tiro de fora da área quatro minutos depois – à direita de Vanderlei.

A partir daí o jogo ficou travado. Lucas Lima foi apresentado ao bolso de Thiago Santos e chegou a se irritar durante o primeiro tempo, tamanha a dureza da marcação. O Palmeiras, por sua vez, não tinha saída pelas laterais e ficava refém da aproximação entre Guerra e Zé Roberto, que não chegou a acontecer.

Aos 23, Roger Guedes recebeu uma bola pelo lado esquerdo, com o time todo bastante espalhado no campo. Ele então tentou resolver a jogada: arrancou, cortou para o meio e soltou o canudo de direita, com efeito – a bola caiu por trás de Vanderlei e beijou o travessão santista, saindo pela linha de fundo. Ainda na base do tiro de fora após longa, mas improdutiva troca de passes, o Palmeiras tentou aos 27 com Thiago Santos – a bola tinha o endereço, mas desviou na bunda de Renato e saiu a escanteio.

O Palmeiras cresceu em campo, mas apenas o suficiente para manter mais a posse de bola, sem conseguir converter a superioridade em chances de gol. Mas aos 45, o time construiu uma bela chance em jogada bem trabalhada: Roger Guedes caiu pelo meio e abriu para Guerra na direita; o venezuelano cruzou com precisão na cabeça de Willian, que cabeceou como um legítimo centroavante obrigando Vanderlei a fazer uma excelente defesa – escanteio que o juiz não permitiu a cobrança, encerrando o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, o segundo tempo começou com o Verdão em cima, subindo a marcação. Com dois minutos, Thiago Maia cedeu à pressão e perdeu a bola; Guerra aproveitou e soltou um balaço de fora, exigindo ótima defesa de Vanderlei.

O Palmeiras estava melhor em campo quando sofreu o gol: aos cinco, Jean Mota se aproveitou da indecisão de Mayke e Thiago Santos e escapou livre pela esquerda; avançou e tocou para o meio, onde estava Kayke, marcado por Edu Dracena – o atacante do Santos deslocou nosso zagueiro mandando-o ao chão e aí ficou fácil para tocar para o gol, tirando a bola de Fernando Prass.

O Santos teve duas chances para matar o jogo em escanteios: aos 8, da direita, Lucas Veríssimo cabeceou forte e Prass defendeu. Quatro minutos depois, a cobrança veio da esquerda, e Lucas Lima colocou na cabeça de David Braz, que meteu a bola na gaveta – Prass fez uma linda ponte e salvou o Verdão.

A partir daí, com a entrada de Keno no lugar de Zé Roberto, só deu Palmeiras: aos 13, boa tabela entre Guerra e Roger Guedes – o venezuelano bateu colocado e Vanderlei mandou a escanteio. Na cobrança, Edu Dracena escorou e Willian quase chegou na pequena área para empatar, mas a bola fugiu um pouco e saiu à esquerda do gol.

Tinha mais: aos 20, Mayke apoiou pela direita e mandou na área; Willian fez o pivô e Roger Guedes chegou batendo, para mais uma defesaça de Vanderlei. O Santos chegou de novo em mais um escanteio aos 22, que nossa defesa cortou – Keno tentou ajeitar a bola para alguém lançá-lo na corrida mas a deixou à mercê de Jean Mota, que bateu da meia-lua, exigindo mais um esforço de Fernando Prass.

O Verdão seguia em cima do Santos, que passou apenas a se defender, e a maioria das jogadas era pela direita, em cima de Jean Mota – Keno muitas vezes se enfiava por dentro, complicando mais a missão da dupla de zaga santista. Mas aos 31 ele caiu pela esquerda e levantou na área; a zaga rebateu e Guerra bateu cruzado; Willian desviou no meio do caminho e Vanderlei fez mais uma defesa enorme.

Cuca mandou o time com tudo pra cima na parte final, com Raphael Veiga no lugar de Thiago Santos. Num autêntico 4-3-3, o Verdão bombardeou a meta santista, consagrando Vanderlei. Aos 44, Jean chutou de fora e o goleiro santista mandou a escanteio. Na cobrança, a zaga afastou e Raphael Veiga emendou um chutaço – Vanderlei foi buscar no canto direito o que era gol certo.

Dois minutos depois, Roger Guedes tentava o espaço e Lucas Veríssimo cortou; Jean pegou a sobra e bateu por cima. Aos 49, Raphael Veiga levantou de canhota buscando Edu Dracena; que foi puxado por Vitor Ferraz e não alcançou a bola, que iria morrer no cantinho – Vanderlei fez seu último milagre da noite. Levir Culpi fez as duas substituições que guardou para atar o tempo e o jogo terminou.

FIM DE JOGO

O Palmeiras podia ter jogado melhor no primeiro tempo, mas só conseguiu mesmo impor sua superioridade após estar atrás no placar. A boa notícia é que o time se agigantou e só não saiu com um resultado melhor por causa da estupenda atuação do goleiro do Santos. O Verdão caiu de pé, mas isso não importa para a torcida, que vê o time perder mais um clássico e ainda terá que aturar a gozação do feriado. Saco.

Não há tempo para lamentos, o time tem mais um compromisso difícil no fim-de-semana contra o Bahia, fora de casa, quando contará com os reforços de Mina e Borja – e talvez de Dudu. E que reforços!  VAMOS PALMEIRAS!

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