Internacional 2 x 1 Palmeiras – 31/05/2017

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

No sufoco conseguimos a classificação para as quartas da Copa do Brasil no Estádio Beira-Rio.

O jogo foi mais tenso do que se poderia imaginar. O Inter começou a partida a todo o gás partindo pra cima e encurralando o Verdão em seu campo.

Não conseguíamos ter posse de bola e nem construir nada. Não deu outra, tomamos o gol. Continuamos jogando mal, mas mesmo assim tivemos um gol mal anulado por impedimento e um pênalti não marcado.

Na volta do segundo tempo, mesmo com algumas mudanças, não melhoramos e tomamos o segundo gol que nos eliminava da competição.

Aí o time acordou e foi pra cima. Aos 35 o gol salvador.

O elenco está com muita dificuldade para assimilar um esquema de jogo e render. Se não conseguir isso passaremos o ano em branco.

Jogo de volta válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2017.

Gols, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2 X 1 PALMEIRAS

LOCAL: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
DATA-HORA: 31/5/2017 – 21h45
ÁRBITRO: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
AUXILIARES: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
PÚBLICO/RENDA: 31.871 pagantes/R$ 877.661,00
CARTÕES AMARELOS: Danilo Silva e Léo Ortiz (INT), Fernando Prass, Borja, Erik, Felipe Melo e Edu Dracena (PAL)
CARTÕES VERMELHOS:
GOLS: D’Alessandro (8’/1ºT) (1-0), Nico López (10’/2ºT) (2-0) e Thiago Santos (34’/2ºT) (2-1)

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; William (Danilo Silva, aos 23’/2ºT), Léo Ortiz, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Dourado, Felipe Gutierrez (Brenner, aos 37’/2ºT), Edenílson e D’Alessandro; Nico López e Marcelo Cirino (Eduardo Sasha, no intervalo). TÉCNICO: Odair Hellmann.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano, Mina, Edu Dracena (Thiago Santos, no intervalo) e Zé Roberto; Felipe Melo, Jean e Tchê Tchê; Róger Guedes (Borja, aos 14’/2ºT), Dudu (Keno, aos 30’/1º) e Willian. TÉCNICO: Cuca.

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

Foi sofrido, arrancado a fórceps, mas o Verdão conseguiu avançar na Copa do Brasil ao perder por 2 a 1 para o Inter, no Beira-Rio – o gol da classificação saiu aos 35 do segundo tempo, depois do time estar perdendo por 2 a 0. A raça e a vontade do time foi uma meia-resposta ao mau futebol apresentado nas partidas anteriores. O time continua devendo em vários aspectos, mas em situações com a desta noite, o que importa é a classificação e somente a classificação.

Agora as atenções se voltam para o Brasileiro, onde é urgente uma recuperação, depois de duas derrotas evitáveis para Chapecoense e SPFC.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca armou o time com Willian Bigode na frente, Jean no meio e Fabiano na lateral, sem um meia armador de ofício. Tchê Tchê flutuava para preencher espaços e encorpar nosso meio-campo, enquanto Felipe Melo e Jean tentavam proteger a zaga.

Mas o Verdão não conseguiu impor sua força nos minutos iniciais, e o Inter, jogando em casa, veio para o abafa e sufocou nosso time com muita aplicação. Era nítida a mudança de atitude nos jogadores vermelhos com a saída do antigo treinador; com todos os méritos, construíram uma pressão que se mostrou insuportável.

Antes dos dois minutos, o primeiro lance: bola esticada no ataque; Edu Dracena cabeceou para trás e Nico López ficou de frente com Fernando Prass; o toque veio por baixo – parecia até que estudou as fraquezas de nosso goleiro nos últimos jogos – mas desta vez Prass fez o que tinha que fazer e defendeu com o pé direito, mostrando que não se abateu com as falhas e evoluiu, mesmo aos 38 anos.

Aos cinco, depois de batida de escanteio, Prass socou a bola pra fora da área; Leo Ortiz acionou Nico López, que ficou de frente com nosso goleiro mas tocou por cima. E aos oito, não deu pra resistir: Edenílson roubou a bola no meio-campo, avançou pelo meio, viu D’Alessandro se projetando pela direita e tocou; o argentino ajeitou o corpo e bateu de curva, no canto esquerdo de Fernando Prass.

Com o gol, a partida estava indo para os pênaltis. O Inter preferiu tirar o pé do acelerador e buscar o segundo gol de forma menos afoita, já que um gol tomado o obrigaria a fazer dois. O Palmeiras também preferiu a cautela, já que, mesmo que tomasse mais um, continuaria por um gol de avançar. E com o jogo mais “natural”, prevaleceu a técnica do Palmeiras, que passou a ter a bola nos pés e rondar a área do Inter. Aos 13, Dudu bateu escanteio pela direita; a defesa afastou e Willian, da meia-lua, bateu por cima.

Aos 16, Fabiano desceu pelo flanco e tocou para Dudu no meio, ele girou e passou a Roger Guedes, que estava um dedão do pé adiantado antes de fazer o gol que o bandeirinha anulou. Tinha mais: aos 19, Jean tabelou com Fabiano, cruzou para Tchê Tchê, que rolou pra Willian Bigode; ele bateu para o gol e Léo Ortiz travou com o braço; na sequência Roger Guedes ainda finalizou, pra fora. Margarida operando o Palmeiras pela primeira vez.

Depois dessa rápida pressão, o Palmeiras também preferiu segurar um pouco o esforço e o ritmo do jogo caiu. Só tivemos mais um lance interessante, aos 26 – Marcelo Cirino fez a jogada pela direita, nossa zaga cortou e a bola caiu no pé de Nico López, que rolou pra Gutiérrez – o chute saiu à direita de Prass.

Aos 28, Dudu sentiu a virilha direita e Cuca mandou Keno em seu lugar – a despeito dele ter entrado bem melhor que Dudu, o time continuava se ressentindo de uma cabeça pensante – Raphael Veiga poderia ter sido acionado.

Com os pênaltis pela frente, os dois times diminuíram bastante o ritmo e guardaram as emoções para a fase final.

SEGUNDO TEMPO

Eduardo Sasha entrou no lugar de Marcelo Cirino, que sentiu lesão. No Palmeiras, Thiago Santos rendeu Edu Dracena, amarelado e em noite pouco inspirada.

No início, foi o Palmeiras quem teve o domínio territorial, mas foi o Inter quem chegou com mais perigo: aos sete, escanteio da esquerda e a bola pingou no meio da pequena área; Sasha chegou um pouquinho atrasado e não fezo segundo – mas três minutos depois, o Inter chegou lá: D’Ale recebeu de Edenílson e tocou para William, por trás de Zé Roberto, mais uma vez; o cruzamento veio por baixo e Nico López escorou para o gol – Prass ainda desviou a bola, que entrou pelo alto em nossa meta.

O Palmeiras demorou um pouco para reagir. Cuca trocou Roger Guedes por Borja e queimou a última mexida. E o time finalmente acordou a partir dos 20 minutos, imprimindo uma pressão violenta – o Inter sentiu e foi para as cordas. Aos 21, Zé Roberto tentou a jogada em cima de D’Alessandro na área e foi puxado, desabando. Margarida mais uma vez mandou seguir.

Aos 25, Tchê Tchê esticou na área e Borja concluiu de cabeça, nas mãos de Danilo. Aos 26, um bombardeio: Keno fez ótima jogada pela esquerda e cruzou rasteiro; Willian fechou no segundo pau e a bola foi na trave, bateu em Victor Cuesta e voltou para Willian, que chutou de novo; Danilo defendeu parcialmente e a bola sobrou para Thiago Santos, que bateu mais uma vez, mas foi travado pela zaga. A bola foi afastada da área, o Palmeiras retomou rápido e Tchê Tchê finalizou de novo, de fora, à direita de Danilo. Um minuto depois, foi a vez de Keno experimentar o goleiro do Inter, que fez boa defesa.

Chegamos naquele ponto do mata-mata em que o time que está se classificando por um gol se retrai, e o outro time vai com tudo pra cima. Mas Cuca não sabe brincar e mandou logo um 4-2-4 pra cima do Inter, com Fabiano voltando para ser zagueiro ao lado de Felipe Melo, Jean foi para a lateral e Mina se converteu num segundo centroavante (!). E o Inter aceitou e se encolheu, chamando a classificação do Palmeiras.

Aos 35, Jean bateu falta na área, Mina e Borja subiram, mas foi Thiago Santos quem conseguiu uma cabeçada heroica, encarnando Andrei Girotto e colocando a bola no canto direito de Danilo, que nada pôde fazer. Festa e alívio na torcida do Verdão.

O dono da pressão – e da pressa – passou a ser o time que tinha feito muita cera até então. O Inter passou a tentar o ataque de forma desordenada e não chegou a ameaçar o gol de Fernando Prass, mas a bola rondando nossa área por 15 minutos no terreno molhado pela insistente chuva que caiu sobre Porto Alegre durante o jogo deu ares dramáticos à classificação, que veio com o apito final, aos 50 minutos.

FIM DE JOGO

O time não jogou bem, mas isso é o que menos importa num mata-mata. Se queremos ser campeões da Copa do Brasil e da Libertadores, temos que arrancar a classificação de qualquer jeito, feliponicamente. Não importa quem ganhou, nem quem jogou melhor, e sim quem se classificou.

O Inter valorizou demais nossa classificação. Mesmo sendo um time de série B, continua sendo o Inter, e o estádio continua sendo o Beira-Rio; livres de Antônio Carlos Zago, o time se soltou, fez a melhor partida do ano e exigiu tudo o que o Palmeiras poderia oferecer neste momento de dificuldades táticas por que o grupo passa.

Obviamente Cuca enxergou mais problemas para corrigir, e terá a chance de colocar novas ideias em prática agora, numa sequência de jogos pelo Brasileirão. Agora, sim, é hora de começar a buscar mais consistência no jogo;nem sempre o PAlmeiras vai conseguir gols no abafa nos mata-matas e e bem melhor se imppor e definir os confrontos eliminatórios sem sustos. Mas desta vez, como sempre num mata-mata, só não chora quem avançou. Essa era a obrigação de hoje, mesmo sofrida, mesmo sem atropelar, e foi alcançada. Ufa! VAMOS PALMEIRAS!

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