Palmeiras 2 x 2 Audax – 25/03/2017

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Com quase todo o time formado por reservas, o Verdão chegou perto da vitória, mas acabou cedendo o empate para o Audax, que luta desesperadamente contra o rebaixamento.

O time se comportou bem em alguns períodos do jogo, forçou alguns cartões amarelos para limpar a ficha para a fase final, e só não saiu com a vitória porque teve pela frente um time que lutou com muita garra para que isso não acontecesse.

O resultado não chega a ser um desastre na busca pelas vantagens no mata-mata, mas o time perde parte da gordura que conquistou.

Jogo válido pela 11ª rodada do Paulistão 2017.

Gols, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 2 OSASCO AUDAX

LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
DATA-HORA: 25/3/2017 – 16h
ÁRBITRO: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
AUXILIARES: Marcelo Carvalho Van Gasse e Luiz Alberto Andrini Nogueira
PÚBLICO/RENDA: 27.386 pagantes/R$ 1.561.992,32
CARTÕES AMARELOS: Antonio Carlos, Vitinho, Thiago Santos, Tchê Tchê e Róger Guedes (PAL), Léo Artur, Felipe Alves e Matheuzinho (AUD)
CARTÕES VERMELHOS:
GOLS: Róger Guedes (46’/1ºT) (1-0), Betinho (21’/2ºT) (1-1), Willian (27’/2ºT) (2-1), Léo Artur (35’/2ºT) (2-2)

PALMEIRAS: Jailson; Fabiano, Antonio Carlos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos; Róger Guedes, Tchê Tchê, Michel Bastos (Vitinho, aos 36’/2ºT) e Keno (Erik, aos 18’/2ºT); Alecsandro (Willian, aos 18’/2ºT). Técnico: Eduardo Baptista.

OSASCO AUDAX: Felipe Alves; Felipe Rodrigues (Betinho no intervalo), André Castro e Magal; Matheus Vargas, Matheuzinho, Bruno Guimarães e Léo Arthur; Ytalo, Rafinha (Léo Cereja, aos 14’/2ºT) e Marcus Vinicius (Marquinho, aos 37’/2ºT). Técnico: Fernando Diniz.

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

Com quase todo o time formado por reservas, o Verdão chegou perto da vitória, mas acabou cedendo o empate para o Audax, que luta desesperadamente contra o rebaixamento. O time se comportou bem em alguns períodos do jogo, forçou alguns cartões amarelos para limpar a ficha para a fase final, e só não saiu com a vitória porque teve pela frente um time que lutou com muita garra para que isso não acontecesse. O resultado não chega a ser um desastre na busca pelas vantagens no mata-mata, mas o time perde parte da gordura que conquistou.

PRIMEIRO TEMPO

O Audax desde o início se manteve leal à característica de jogo que vem mostrando há três ou quatro anos: tentou valorizar a posse de bola ao máximo, atraindo o Palmeiras para a marcação alta e assim abrindo os espaços para penetrar em nosso campo. Nosso time nem sempre aceitou o convite, mas por vezes cedeu à tentação e marcou lá em cima. A bola ficou viva e correndo o tempo todo, tornando o jogo muito agradável de se ver, mesmo com a técnica dos jogadores não sendo exatamente um primor.

Logo de cara o Audax mostrou que não vinha mesmo para tentar só um empate – nem poderia, pela situação na tabela. Foram três chutes de fora antes da marca dos cinco minutos; nenhum levou perigo. Nossa primeira finalização foi aos 12, com Alecsandro: ele aproveitou um lindo toque de Roger Guedes e, entre os zagueiros, tocou de bico, mas Felipe Alves defendeu.

A primeira bola nas costas de Zé Roberto aconteceu aos 14 minutos: Matheuzinho foi lançado, chegou na bola mais rápido que Jailson (que saiu errado), mas concluiu mal, para nossa sorte.

O Verdão se ressentia da falta de um articulador nato e as jogadas custavam a sair. Até Roger Guedes passou a cair pelo meio para tentar ajudar na armação. O Verdão só ameaçou o gol de Felipe Alves aos 24, em falta batida por Fabiano – a bola desviou de leve na barreira e foi a escanteio – mas tinha o endereço.

Aos 28, novo vacilo de Zé Roberto: após jogada pela esquerda, a bola foi alçada em nossa área e a defesa saiu – menos o camisa 11, que deu condições para três atletas de vermelho – para nossa sorte, nenhum deles dominou a bola, que estava fácil. Um minuto depois, mais uma chance do Audax: contra-ataque rápido pelo meio, Fabiano e Antônio Carlos ficaram com quatro jogadores e foram envolvidos, e Rafinha chegou de frente com Jailson para bater por baixo, buscando o canto esquerdo, mas tirou demais. Mérito de nosso goleiro, que saiu fechando o ângulo muito bem desta vez.

Aos 32, um lance que incendiou o Allianz Parque: Felipe Alves saiu tocando errado e deu nos pés de Thiago Santos que bateu de chapa, de primeira, tentando encobrir o goleiro do Audax – a bola saiu por cima, por muito pouco. Se fosse contra o SPFC, teria entrado.

Mas de nada adiantou a animação da torcida. O Audax continuava superior em campo e aos 40, Bruno Guimarães achou Rafinha bem posicionado e abriu; o atacante girou o corpo e bateu por cima do gol de Jailson, com perigo.

Aos 46, Tchê Tchê roubou a bola na defesa e puxou o contra-ataque; ele acionou Alecsandro, que buscou o jogo e distribuiu para Michel Bastos, pela direita. Com a defesa do Audax já armada, Michel recolheu, conduziu em diagonal e bateu forte de meia distância; Felipe Alves deu rebote e Roger Guedes conferiu para as redes, abrindo o placar. O primeiro tempo terminou com um resultado injusto pelo que as duas equipes fizeram em campo.

SEGUNDO TEMPO

O Verdão voltou do vestiário sem alterações, mas muito mais ligado no jogo. O meio-campo melhorou o posicionamento, as linhas se juntaram mais e a coordenação da saída para o ataque parecia funcionar melhor. Mas a primeira boa chance foi do Audax, muito bem armado para os contragolpes: aos 7, a bola longa encontrou Rafinha, que aproveitou a falha de Fabiano, chegou de frente para Jailson e tentou emendar a bola pingando, mas errou o alvo.

O volume de jogo do Verdão era evidente, e aos 11 quase saiu o segundo: após escanteio da esquerda, Alecsandro desviou e Felipe Alves fez uma defesa monstruosa; no rebote Vitor Hugo escorou também de cabeça e Felipe Alves defendeu de novo. Aos 17, Keno, em partida ruim, partiu em velocidade pela esquerda mas escolheu mal o momento do passe para Alecsandro, facilitando o corte. Foi o último lance dos dois no jogo: deram lugar a Erik e Willian Bigode.

As mexidas faziam todo o sentido. Com a defesa do Audax cada vez mais avançada para compactar com a linha da frente, que tentava pressionar o Palmeiras, sobrava mais espaços para nossas jogadas em velocidade. Mas logo depois das substituições, aos 22, o Audax chegou ao empate: Matheuzinho recebeu livre, dentro da área (Antônio Carlos marcava de longe) e inverteu, para a chegada de Betinho, que bateu de primeira com muita felicidade, colocando no canto esquerdo de Jailson, que não tinha o que fazer, empatando o jogo.

O Audax seguia precisando de um gol e as alterações de Eduardo Baptista ainda faziam sentido. Aos 23, Antônio Carlos lançou a bola longa, Roger Guedes raspou de cabeça e Willian fez o facão, colocando na frente e soltando um míssil que explodiu no travessão, bateu na grama e não entrou por muito pouco.

Aos 27, O Verdão chegou ao segundo gol, merecido: Erik roubou a bola na esquerda e tabelou com Willian; recebeu de volta e foi ao fundo, fazendo o cruzamento por baixo; Bigode teve que bater duas vezes para vencer Felipe Alves, que estava numa tarde inspirada: 2 a 1. E Erik quase deixou o seu e matou o jogo aos 31: nova tabela entre Willian e Erik; desta vez foi o camisa 17 quem entrou em diagonal e bateu forte, buscando o canto direito do gol do Audax, mas a bola saiu por pouco.

Aos 33, Michel Bastos tentou bater de fora mas a bola foi desviada, sobrou para Roger Guedes, como um centroavante, que fez a parede e tocou de novo para Michel Bastos, que chegou na corrida mas foi travado na hora de fazer o terceiro. O jogo parecia decidido, com o Palmeiras muito superior em campo e com a vantagem no placar.

Mas o Audax precisava demais do resultado e não desistiu: aos 35, após escanteio para o Palmeiras que a defesa rechaçou, a bola foi lançada rapidamente na esquerda para Léo Artur, que ganhou na velocidade de Zé Roberto, entrou na área e tocou por cima, na saída de Jailson, empatando mais uma vez o jogo num lance de muita felicidade.

Eduardo Baptista parece não ter se importado tanto com o placar e mandou Vitinho a campo, seguindo seu plano de dar rodagem a todos os atletas, mesmo com o resultado não sendo favorável. E os jogadores pendurados não se importavam em perder tempo para cavar os cartões que os limpariam para o mata-mata. É muita frieza e pragmatismo pra cabeça do torcedor.

O Audax seguia tentando a vitória e armou um contra-ataque perigoso aos 46, que Antônio Carlos conseguiu travar na última hora. Se fosse o Zé Roberto nessa cobertura, não sei não… Com apenas 3 minutos de acréscimo, o fraco Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que inverteu faltas e picotou o jogo de forma desnecessária, encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

Dá para tirar várias lições deste jogo; algumas bem específicas, outras bem manjadas: quando se tem a chance de matar um jogo, não se pode desperdiçar. Com a vantagem no placar, contra um time que precisa muito do resultado, não é necessário subir todo mundo num escanteio a dez minutos do fim. E a cobertura para times bem armados para o contra-ataque precisa melhorar – Zé Roberto parece já não dar conta dessa função, e ele não é reserva, como a maioria deste time que jogou hoje.

Erros pontuais e compreensíveis para um time em que a maioria estava empolgada, tentando mostrar serviço para a torcida e principalmente para o treinador. Alguns conseguiram, como Erik e Willian Bigode. Outros entraram em declínio, como Keno. Oscilações normais num elenco tão qualificado e numeroso. Joga quem estiver em momento melhor, e jogadores que eram dados como mortos apareceram bem nesses dois jogos e recuperaram prestígio.

A próxima parada é em Campinas, contra a Ponte, e mais uma vez o elenco deve ser rodado. Vários jogadores conseguiram o terceiro cartão e o time vai afiando suas armas para a fase decisiva, que começa no próximo final de semana. Gostamos! VAMOS PALMEIRAS!

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