Vitória 1 x 2 Palmeiras – 11/12/2016

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Foto: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

15 dias após erguer o caneco de Campeão Brasileiro 2016, voltamos a campo para fechar o campeonato em rodada adiada pela tragédia da Chapecoense.

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Alecsandro homenageando Bruno Rangel da Chapecoense. Ao fundo Tche Tche homenageia o jogador Gil. Foto: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

O desfecho não podia ter sido melhor. O mistão que entrou em campo foi totalmente superior ao adversário, na casa deles, e anotou mais uma vitória pra fechar de forma brilhante a excelente campanha nesse campeonato.

Eneacampeão brasileiro, o Palmeiras terminou o campeonato no topo de quase todos quesitos. Líder em 29 das 38 rodadas, o time comandado por Cuca só não conseguiu ser o melhor mandante e ter o artilheiro. Confira abaixo.

– Melhor ataque: 62 gols
– Melhor defesa: 32 gols sofridos (junto do Atlético-PR)
– Maior saldo de gols: 30
– Melhor visitante: 34 pontos (59,64%)
– Terceiro melhor mandante: 46 pontos (2 atrás do Atlético-PR e 1 atrás do Santos)
– Melhor returno em edições com 20 clubes: 44 pontos em 57 possíveis
– Maior número de vitórias em edições com 20 times: 24 (junto de CRU-2014 e COR-2015)
– Único time sem ter jogador expulso na era dos pontos corridos (Fonte: PTD).

A partida também marcou a despedida de Cuca do comando técnico.

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Cuca homenageou Caio Júnior. Foto: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Muito obrigado Mestre Cuca. Sentiremos sua falta.

Jogo válido pela 38ª rodada do Brasileirão 2016.

Gols, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 2 PALMEIRAS

DATA: 11 de dezembro de 2016 (domingo), às 17h
LOCAL: Barradão, em Salvador (BA)
HORÁRIO: 17 horas
ÁRBITRO: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
ASSISTENTES: Marcio Gleidson Correia Dias (PA) e Helcio Araujo Neves (PA)
CARTÕES AMARELOS: Zé Love (VIT); Thiago Santos, Alecsandro, Cleiton Xavier, Jailson, Matheus Sales e Fabrício (PAL)
GOLS: Marinho, 12’/1ºT (1-0); Gabriel, 15’/1ºT (1-1) e Alecsandro, 47’/1ºT (1-2)

VITÓRIA: Fernando Miguel; Diego Renan, Ramon, Kanu e Euller; Willian Farias, Marcelo e Cárdenas (Serginho, 13’/2ºT); David, Marinho e Zé Love (20’/2ºT). Técnico: Argel Fucks

PALMEIRAS: Jailson; Gabriel, Mina (Matheus Sales, 29’/1ºT), Thiago Martins e Fabrício; Thiago Santos, Tchê Tchê e Cleiton Xavier (Rodrigo, 24’/2ºT); Leandro Pereira, Alecsandro (Artur, 41’/2ºT) e Erik. Técnico: Cuca

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

O Verdão encerrou o ano de 2016 de forma brilhante. Com apenas três titulares em campo, o time venceu o Vitória com tranquilidade, mais uma vez fora de casa, e encerrou uma das campanhas mais brilhantes de todos os tempos nos campeonatos brasileiros.

Com o fim do Brasileirão, abre-se a temporada de especulações para o ano que vem. O Palmeiras já tem acertados três reforços e mais alguns engatilhados. A renovação do contrato de Alexandre Mattos aumenta a expectativa por anúncios importantes nos próximos dias.

O JOGO

Depois de mais uma emocionante homenagem às vítimas do voo da Lamia, o jogo começou da forma como se imaginava: em ritmo de amistoso de fim de ano. Ao Vitória, só uma combinação muito improvável de resultados o rebaixaria à Série B. E o Palmeiras jogava num 4-3-3 bastante solto, sem responsabilidade alguma, claramente em ritmo físico bem moderado e recorrendo muito mais à habilidade do que ao choque físico.

A primeira amostra de tudo isso aconteceu aos sete minutos, quando Leandro Pereira recebeu um lindo lançamento de Tiago Santos; dominou, chapelou Diego Renan, avançou, cortou para o meio e bateu forte – a bola bateu no pé da trave e saiu pela linha de fundo.

Num lance acidental, no entanto, o Vitória chegou ao gol: Marinho bateu falta da direita, por baixo; Alecsandro ameaçou cortar mas furou; Jailson acabou traído pela falha e pela movimentação na área e não conseguiu voltar a tempo, permitindo que a bola entrasse em seu canto direito.

Mas o Verdão, muito confortável em campo, logo empatou: aos 15, Fabrício fez um longo lançamento buscando Erik, que tentou a jogada individual no meio de três adversários e acabou desarmado; assustados, os defensores do Vitória erraram na hora de afastar a bola da área e ela acabou rebatida, caindo nos pés de Gabriel que soltou a bomba, sem chances para Fernando Miguel.

A notícia ruim veio aos 29 minutos, com mais uma contusão de Mina, que sentiu a coxa direita – as informações preliminares dão conta de que não se trata da mesma lesão que o afastou anteriormente. Em seu lugar, entrou Matheus Sales, empurrando Tiago Santos para a zaga.

O Palmeiras continuava jogando fácil e aos 38 chegou a mais um gol, incorretamente anulado pelo insuportável Dewson Fernando Freitas da Silva: na jogada ensaiada de escanteio, a bola foi batida no bico da grande área; Tchê Tchê acionou Erik, que cruzou de primeira, na medida para Alecsandro escorar, com o peito, para o gol – mas o juiz enxergou mão na bola e ainda advertiu Alecsandro com um cartão amarelo.

Mas cinco minutos depois a justiça foi feita: Fabrício fez linda jogada pela esquerda, avacalhou Diego Renan com um rolinho desmoralizante e tentou bater para o gol; a bola resvalou na zaga e sobrou para Alecsandro, que pegou de sem-pulo e venceu Fernando Miguel, fazendo um golaço e virando o placar. E assim acabou o primeiro tempo.

Mesmo com a derrota por um gol, o Vitória só seria rebaixado se Palmeiras e Inter, juntos, marcassem mais cinco gols. Diante da baixíssima probabilidade disso acontecer, o jogo foi mais lento ainda no segundo tempo. O Palmeiras ainda tentou mais uma jogadinha ensaiada no escanteio, com a bola sendo rolada para a meia-lua – Tchê Tchê fez o corta-luz e Fabrício chegou batendo, mas pegou na orelha da bola; a bola sobrou para Leandro Pereira livre, mas o chute saiu errado, por cima.

Marinho, aos 21, chutou com muita habilidade uma falta no travessão de Jailson, batido. Ainda houve uma ou outra tentativa de ir à frente de parte a parte, mas nada que fizesse os narradores subirem o tom. O rebaixamento do Inter já estava decretado e ninguém quis arriscar sofrer uma lesão no fim da temporada. Dewson Freitas apitou o fim da temporada.

FIM DE CAMPEONATO. É CAMPEÃO!

O Palmeiras encerrou o Brasileirão com uma das campanhas mais brilhantes de todos os tempos. Com 80 pontos, fechou a disputa com nada menos que 9 pontos de frente para o vice-campeão, que é o mesmo de sempre, aquele time que nada pode ser menor. Para o quarto colocado, o Atlético-MG, foram abissais 18 pontos – e até cinco ou seis rodadas atrás havia quem apontasse os mineiros como maiores candidatos ao título.

O cheirinho ficou pra depois. Os cariocas fanfarrões aproveitaram a simpatia da mídia o quanto puderam, “nunca um vice-líder havia sido tão bom”, mas acabou soterrado pela própria mediocridade, simbolizada pela sensacional renovação de contrato com Marcio Araújo. Merecem.

O segundo turno do Palmeiras foi impressionante: 44 pontos, o melhor turno desde que o atual formato foi instituído – o Palmeiras também havia sido o “campeão” do primeiro turno. O time também igualou o recorde histórico de vitórias (24) e terminou com o menor número de derrotas, melhor ataque e melhor defesa (consequentemente, melhor saldo de gols). Fora de campo, um banho: disparado, melhor público e melhor renda. Foi o melhor visitante e só perdeu o posto de melhor mandante para o Sintético-PR®.

Uma trajetória tão sólida, que ainda foi bombardeada por seguidos erros de arbitragem no primeiro turno, não poderia ter sido tão contestada como foi ao longo da disputa. Mas foi, e de forma vil, desprezível. Fomos vítimas de uma campanha abjeta da imprensa. Mas o time foi tão firme, graças ao profissionalismo de todos, desde o roupeiro ao presidente, que superou tudo e chegou ao título coberto de glórias.

Para fechar a sequência de grandes notícias, o SCCP ficou de fora da Libertadores, o que os fará deixar de arrecadar uma grande quantia de dinheiro que amenizaria a situação de seus combalidos cofres; e o Internacional, um dos clubes e torcida mais arrogantes de todos os tempos, vai para o inferno da Série B para tomar um banhinho de humildade. Vamos ver se aprendem algo.

Que venha o próximo ano. Foi um prazer gigantesco acompanhar toda esta trajetória junto a vocês, leitores e padrinhos eneacampeões. O ano de 2016 representou tudo o que esperamos do Verdão: protagonismo e título. Que nos próximos anos os títulos continuem a vir, preferencialmente rompendo as fronteiras de nosso país.

O maior campeão brasileiro está de volta.

VAMOS PALMEIRAS!

Números

Fonte: PTD.
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
  Palmeiras
80
38
24
8
6
62
32
30
70
2
  Santos
71
38
22
5
11
59
35
24
62
3
  Flamengo
71
38
20
11
7
52
35
17
62
4
  Atlético-MG
62
38
17
11
10
60
63
-3
54
5
  Botafogo
59
38
17
8
13
33
38
-5
51
6
  Atlético-PR
57
38
17
6
15
38
32
6
50
7
  Corinthians
55
38
15
10
13
48
42
6
48
8
  Ponte Preta
53
38
15
8
15
48
52
-4
46
9
  Grêmio
53
38
14
11
13
41
44
-3
46
10
  São Paulo
52
38
14
10
14
44
36
8
45
11
  Chapecoense
52
38
13
13
12
49
56
-7
45
12
  Cruzeiro
51
38
14
9
15
48
49
-1
44
13
  Fluminense
50
38
13
11
14
45
45
0
43
14
  Sport
47
38
13
8
17
39
55
-16
41
15
  Coritiba
46
38
11
13
14
41
42
-1
40
16
  Vitória
45
38
12
9
17
51
53
-2
39
17
  Internacional
43
38
11
10
17
35
41
-6
37
18
  Figueirense
37
38
8
13
17
40
50
-10
32
19
  Santa Cruz
31
38
8
7
23
45
69
-24
27
20
  América
28
38
7
7
24
23
58
-35
24
NÚMEROS DO PALMEIRAS NO CAMPEONATO
Jogos Pontos em casa Pontos fora Total
Turno: 19 25/30 = 83,33% 11/27 = 40,74% 36/57 = 63,15%
Returno: 19
21/27 = 77,77% 23/30 = 76,66% 44/57 = 77,19%
Total: 38
46/57 = 80,70% 34/57 = 59,64% 80/114 = 70,17%

 

QUEM MARCOU

Gabriel Jesus: 12 gols
Jean e Dudu: 6 gols
Mina, Róger Guedes, Cleiton Xavier e Vitor Hugo: 4 gols
Erik, Alecsandro e Moisés: 3 gols
Leandro Pereira,
Tchê Tchê e Thiago Martins: 2 gols
Fabiano, Barrios, Rafa Marques, Zé Roberto, Thiago Santos, Gabriel e Cristaldo: 1 gol

 

POSIÇÃO DO PALMEIRAS A CADA RODADA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
1 8 4 8 5 4 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 3 2 1
3 3 6 6 9 12 15 16 19 22 22 25 28 29 32 32 32 33 36
20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
39 40 43 46 47 48 51 54 57 60 61 64 67 67 70 71 74 77 80
azul Rodada cinza Posição verde Pontuação

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