Santos 1 x 0 Palmeiras – 29/10/2016

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Foto: Cesar Greco

Sem muita pressão, já que Flamengo e Atlético-MG haviam empatado jogando entre si, entramos em campo mais “relaxados” tentando um empate para manter a diferença em 6 pontos para o vice líder. Não deu certo.

O jogo foi equilibrado e, num lance de azar, tomamos um gol que decretou o fim da sequência de 15 jogos sem perder.

Segue o jogo. Precisamos de 10 pontos para o título em 5 jogos. Que 2009 não seja esquecido.

Jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão 2016.

Gol, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 0 PALMEIRAS

LOCAL: Vila Belmiro, em Santos (SP)
DATA/HORÁRIO: 29 de outubro de 2016, às 19h30
ÁRBITRO: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
AUXILIARES: Marcio Gleidson Correia e Helcio Araújo Neves (PA)
PÚBLICO/RENDA: 13.574 pagantes/ R$ 413.390
CARTÕES AMARELOS: Lucas Lima, Zeca, Ricardo Oliveira e Fabian Noguera (SAN); Mina, Moisés e Gabriel Jesus (PAL)
GOLS: Copete, aos 21’/2T (1-0)

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe (Noguera 7’/2T), David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Jean Mota (Yuri, aos 34’/2T) ; Copete (Caju, aos 42’/2T) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

PALMEIRAS: Vinicius Silvestre; Fabiano (Leandro Pereira, aos 26’/2T), Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Jean, Tchê Tchê e Moisés; Allione (Cleiton Xavier, aos 34’/2T), Dudu (Rafael Marques, aos 33’/2T) e Gabriel Jesus. Técnico: Cuca.

Palmeiras venceu Santos pela primeira vez há 100 anos; confira histórico

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
28/10/2016 – 19:55h

Um dos clássicos de mais tradição do país, Palmeiras e Santos possuem uma história centenária recheada de grandes momentos e importantes decisões. Em 1916, há cem anos, o Verdão venceu o rival do litoral paulista pela primeira vez – 4 a 2, na Chácara da Floresta, em São Paulo. Os gols do Palestra Italia foram anotados por Severino, Bertollini e Bianco.

Ao todo, as duas equipes já se enfrentaram em 324 oportunidades. O Alviverde venceu 136 partidas, empatou 86 jogos e foi derrotado 102 vezes. Além do maior número de vitórias, o Verdão ostenta mais gols marcados: são 549 contra 463 dos santistas.

A vitória mais recente do Palmeiras aconteceu em dezembro de 2015, na grande decisão da Copa do Brasil – o título ficou eternizado como o primeiro da história do Allianz Parque. Com dois gols de Dudu, o time verde e branco venceu o jogo por 2 a 1, levou a decisão para os pênaltis e faturou a taça.

Depois do título, Palmeiras e Santos se encontraram mais três vezes – uma na Vila Belmiro e duas no Allianz Parque. Foram três empates – 2 a 2 na casa santista e 0 a 0 e 1 a 1 na arena alviverde. São, portanto, quatro jogos de invencibilidade do Verdão.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Jogando com excessiva cautela, o Palmeiras foi derrotado pelo Santos e viu a vantagem na ponta diminuir para cinco pontos. O time agora pensa no Inter, no primeiro dos três jogos em casa que ainda tem por fazer – e o último com a punição para a torcida no gol norte. Com o empate entre Atlético e Flamengo em Belo Horizonte, o Palmeiras precisa de dez pontos nos cinco jogos restantes para chegar ao título, caso Flamengo ou Santos vençam todos seus compromissos.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca promoveu a estreia de Vinicius e armou o time com Fabiano na lateral e Jean no meio, formando o bloqueio na frente da zaga junto com Tchê Tchê. Mais à frente, Moisés se movimentava bastante para fazer a ligação com o trio de atacantes, mas Allione, Gabriel Jesus e Dudu estavam em noites ruins e a bola voltava rapidamente para o Santos, que assim dominou as ações nos primeiros 20 minutos.

Mas assim que o jogo começou, a impressão era que o Palmeiras é que viria matador: Gabriel Jesus aproveitou roubada de bola, arrancou e bateu rasteiro – Vanderlei defendeu, com 12 segundos no relógio.

Foi só impressão. O Santos exerceu todo o domínio de posse de bola possível. Ao deixar o adversário com a bola no pé, o Palmeiras passou a depender de passes precisos para os três atacantes nas costas dos laterais do Santos, que apoiavam bastante. Mas sem fazer a bola passar por Moisés, as tentativas eram todas dos zagueiros, sobretudo Mina, e a ligação não acontecia.

O Santos mantinha a bola no campo de ataque, mas também esbarrava no forte sistema defensivo armado por Cuca que, com a calculadora no bolso, claramente veio para não perder o jogo. E a defesa do Palmeiras conseguia se sobrepor ao fraco ataque do Santos. Tchê Tchê levava a melhor sobre Lucas Lima, Copete e Jean Mota são jogadores apenas medianos, e Vitor Hugo vai fazer Ricardo Oliveira se lembrar dele durante toda a semana.

Assim, o Santos criou suas chances apenas em falhas individuais ou em bolas paradas. Aos 7, Ricardo Oliveira foi lançado na esquerda, Vinicius escorregou quando tentou arrancar para se antecipar ao atacante que, com pouco ângulo, tentou bater por cima, mas errou o alvo. Aos 15, Oliveira tentou um chute de fora, despretensioso, que saiu à esquerda de Vinicius. E aos 18, num escanteio da direita, Vitor Hugo rebateu e Luiz Felipe aproveitou a sobra, mas Vinicius fez boa defesa.

O Palmeiras finalmente resolveu sair para o jogo e passou a tocar mais a bola em vez dos lançamentos longos. A bola passou a ficar mais no campo do Santos, e a marcação subiu um pouquinho – numa dessas, aos 20, Jean roubou a bola no meio do campo e acionou Gabriel Jesus, que abriu para Allione; o argentino avançou pela direita e cruzou rasteiro, certeiro para Gabriel Jesus no segundo pau, mas Vanderlei se antecipou e cortou o passe.

Aos 27, finalmente Mina acertou um bom lançamento para Jean, que infiltrou por trás da zaga e bateu para o gol – não pegou bem na bola e Vanderlei conseguiu a defesa. E depois desse avanço palmeirense, o sistema defensivo do Santos se reposicionou, diminuiu os espaços e o jogo passou a ficar mais equilibrado no meio do campo. Com as duas equipes já cansadas, o ritmo diminuiu e as ações ficaram guardadas para o segundo tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Santos voltou do vestiário mais a fim de jogo; o Palmeiras manteve a postura de jogar com segurança, deixando muito a bola no pé do time da casa. Aos 3, Jean Mota aproveitou uma segunda bola na esquerda e cruzou para Copete, por baixo, no primeiro pau; o colombiano escorou de primeira, mas a bola saiu por cima.

O Palmeiras respondeu aos seis, após cobrança de lateral na área: a bola foi espirrada e sobrou para Dudu, do outro lado; ele cortou para o meio e tentou bater para o gol, mas pegou mal na bola, que saiu longe – foi uma boa chance.

A partida seguia com o mesmo panorama: Santos mais com a bola, mas parando no sistema defensivo do Palmeiras; com isso, as chances de gol eram forçadas e não levavam perigo; o Palmeiras, por sua vez, esbarrava na falta de criatividade e na recusa a tocar a bola, além das noites ruins tecnicamente dos atacantes. Aos 8, Jean Mota pegou uma sobra e tentou bater de fora, mas Vinicius defendeu com tranquilidade.

Aos 15, Fabiano cruzou da direita, David Braz afastou e Jean pegou a sobra, mas bateu muito mal. Um minuto depois, Jean acionou Gabriel Jesus, que foi para o mano a mano com David Braz, cortou para o meio e chutou, fácil para Vanderlei. Aos 19, Dudu disputou uma bola na área com Renato e aparentemente foi empurrado. O péssimo Dewson Freitas, em mais uma arbitragem muito ruim, mandou seguir.

Aos 21, o Santos chegou ao gol. A jogada começou na direita, com Vitor Ferraz, que levou uma bola com a mão em disputa com Zé Roberto; depois de um perde-e-ganha a bola passou por David Braz, que inverteu a jogada para Lucas Lima na esquerda; ele aproveitou um cochilo de Fabiano e cruzou por baixo; Ricardo Oliveira fechava para marcar mas Vinicius se arrojou a seus pés e cortou; a bola bateu nas pernas de Vitor Hugo e caiu exatamente onde estava Copete, livre, com o goleiro caído – e dali, nem Nilson perderia.

Com o gol, Cuca tentou mudar o panorama do jogo colocando Leandro Pereira no lugar de Fabiano – Jean foi para a lateral, Moisés voltou um pouco e Dudu foi jogar por Dentro, puxando Gabriel Jesus para a esquerda. Mas o time não conseguia tocar a bola e aproveitar o espaço cedido pelo Santos, que recuou.

Aos 33, Allione desceu pela direita e cruzou; Dudu ajeitou para Zé Roberto na corrida mas o tirou saiu torto. Foi a última chance de gol do jogo. Cuca ainda tentou mudar a dinâmica do time mas para isso escolheu Rafael Marques e Cleiton Xavier, com pouco mais de dez minutos por jogar. Foram muito mais substituições místicas do que técnicas. O Santos segurou nossas investidas até com certa tranquilidade e manteve o placar até o final.

FIM DE JOGO

Foi uma partida muito fraca do Palmeiras. Mesmo assim, foi decidida num detalhe. Se o Palmeiras foi excessivamente cauteloso, o Santos também não conseguiu imprimir um ritmo que fizesse um eventual empate ser um resultado injusto – mas rondou o gol adversário mais do que o Palmeiras e aumentou a chance de uma bola viva na área, e assim foi recompensado.

Não há motivo para pânico. Se os perseguidores fizerem campanhas irretocáveis daqui até o fim, precisaremos vencer os três jogos em casa e empatar um jogo fora para erguer o troféu. Qualquer time sonharia estar em nossa situação. Temos vários motivos para ficarmos bravos com vários de nossos jogadores e com o treinador por este jogo, mas temos muitos motivos mais para abraçá-los e seguirmos juntos até a conquista. VAMOS PALMEIRAS!

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