Grêmio 2 x 1 Palmeiras – 28/09/2016

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O jogador Dudu, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Kannemann, do Grêmio FC, durante partida válida pelas quartas de final, da Copa do Brasil, na Arena do Grêmio (Foto: Cesar Greco).

Jogando como se fosse uma partida de pontos corridos entramos em campo determinados na busca pela vitória, como deve ser.

O Grêmio, por sua vez, entrou como se fosse final de mundial. Com a faca nos dentes marcou nossa saída de bola e criou enormes dificuldades para desenvolvermos nosso estilo de jogo.

Saímos para o intervalo perdendo por 2 x 0. O 1º gol Gremista foi um daqueles golaços que nunca mais se repetirão. No retorno equilibramos as forças e descontamos.

A decisão fica para o jogo de volta e temos totais condições de reverter. Só dependerá de como estaremos no Brasileirão.

Jogo de ida válido pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2016.

Gols, melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 2 X 1 PALMEIRAS

Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 28/9/2016 – 21h45
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Ivan carlos Bohn (PR)
Público/renda: 24.471 pagantes/R$ 723.201,00
Cartões amarelos: Walace, Marcelo Grohe, Kannemann (GRE), Vitor Hugo, Fabiano, Mina (PAL)
Gols: Ramiro (32’/1ºT) (1-0), Pedro Rocha (44’/1ºT) (2-0), Zé Roberto (5’/2ºT) (2-1)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edilson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Ramiro (Rafael Thyere, aos 44’/2ºT), Jaílson e Douglas; Pedro Rocha (Guilherme, aos 34’/2ºT) e Luan. Técnico: Renato Gaúcho.

PALMEIRAS: Jailson; Fabiano, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Leandro Pereira, no intervalo), Moisés, Tchê Tchê e Dudu (Rafael Marques, aos 43’/2ºT); Róger Guedes (Lucas Barrios, 38’/2ºT) e Gabriel Jesus. Técnico: Cuca.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

O Verdão foi derrotado por 2 a 1 pelo Grêmio no jogo de ida das quartas-de-finais da Copa do Brasil e agora depende de uma vitória simples daqui a três semanas no Allianz Parque para avançar à fase semifinal. O placar não foi nenhum desastre, dado que o time esteve atrás por 2 a 0 e não jogou seu melhor futebol.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca escalou Fabiano na lateral, com Gabriel no meio e Tchê Tchê e Moisés mais avançados, tentando tomar o meio-campo armado por Renato Gaúcho, com Jailson e Ramiro abertos ao lado de Douglas. Mas o jogo acabou se desenhando muito vertical por parte dos dois times, com a bola passando pouco pela parte central do campo e pipocando nas intermediárias o tempo todo.

Diante desse equilíbrio, prevaleciam as defesas – as duas duplas de zaga rebatiam muito bem as perigosas enfiadas de bola de parte a parte. Melhor para o Palmeiras, que ao menos conseguia finalizar. Aos oito, Gabriel Jesus brigou por uma bola na direita e achou Zé Roberto fechando pelo meio; o veterano bateu cruzado visando o ângulo direito de Marcelo Grohe, mas a bola saiu por cima.

Aos 20, mais uma do Verdão: na bola parada da esquerda, Dudu levantou no segundo pau; Gabriel Jesus tocou de cabeça para o meio e Moisés tentou emendar, mas pegou mal na bola e ela foi fraquinha na direção de Grohe.

O Grêmio só conseguiu a primeira bola perigosa aos 28, num escanteio que Luan bateu fechado e a bola quase entrou direto – Jailson estava atento. Dois minutos depois, Gabriel Jesus puxou bom contra-ataque e tocou para Fabiano, que entrou de surpresa em diagonal; mesmo desengonçado ele conseguiu o passe para Roger Guedes na direita; o camisa 32 enxergou Dudu fechando no segundo pau e alçou, mas a bola quase entrou direto – Grohe aparou.

Aos 33, o Grêmio encaixou uma bonita jogada, contando com alguma sorte, e abriu o placar: o ataque foi construído em três toques, todos no limite: bola para Douglas, que se esticou todo para escorar para Ramiro, na direita. A defesa do Palmeiras estava bem armada e Zé Roberto estava no lance. Mas Ramiro, com a bola pingando, resolveu bater direto, mesmo com pouco ângulo, e conseguiu colocar a bola por cima de Jailson, na gaveta direita – ela ainda bateu na trave antes de entrar.

O gol deu moral ao time da casa e o Palmeiras recuou. Aos 36, Roger Guedes voltou para marcar e interceptou um passe perigoso, tocando a bola para trás; Jailson recolheu com as mãos e o juiz deu aquela falta que juiz nenhum dá: recuo intencional. Na cobrança, a bola foi rolada para Geromel, que bateu forte, mas Zé Roberto se atirou na bola e bloqueou o arremate.

O Palmeiras não se achou mais depois do gol e o Grêmio seguia mais perigoso; mas não o suficiente para merecer o segundo gol: na bola parada, Geromel, impedido, bateu com o ombro/nuca/costas no travessão; na volta Pedro Rocha tocou para o gol vazio e marcou o segundo gol gremista. Num jogo equilibrado, o Grêmio construiu um gol com muita sorte e fez o segundo numa jogada irregular. Aos 46, Luan ainda quase fez o terceiro, enquanto a defesa do Palmeiras tentava se reconstruir – da meia-lua, ele finalizou rasteiro, para fora.

SEGUNDO TEMPO

Cuca voltou para o segundo tempo com Leandro Pereira no comando do ataque e Gabriel Jesus aberto na esquerda – a surpresa foi quem saiu: em vez de tirar Fabiano, já amarelado, para colocar Gabriel na direita, Cuca sacou nosso pitbull, indo com tudo pra cima. Abriram-se muitos espaços no meio, e logo a um minuto Walace entrou na área na corrida, marcado por Tchê Tchê; o arremate foi bloqueado, mas na volta ele mesmo aproveitou a segunda chance e mandou à direita de Jailson, com perigo.

Mas o apetite ofensivo do Palmeiras também era outro e logo a três minutos a bola foi metida para Leandro Pereira que deu um ótimo toque para Gabriel Jesus, que saiu livre, de frente para Marcelo Grohe; o corte aconteceu e quando o menino artilheiro se preparava para diminuir o placar foi tocado pelo goleiro gremista – o juizão meteu na cal. Zé Roberto bateu com muita frieza, esperou Grohe definir o canto e rolou para o fundo das redes.

Com o gol saindo muito cedo, toda a expectativa de um segundo tempo aberto foi para o vinagre; os dois times estavam razoavelmente satisfeitos com o placar e não se arriscavam tanto em busca do gol. Mesmo assim, o Grêmio retomou o maior volume de jogo, esbarrando em nossa defesa. Aos seis, Luan bateu de fora, para boa defesa de Jailson.

O jogo entrou numa fase extremamente pegada, de muita marcação e entradas fortes. O juiz, que tinha feito um bom primeiro tempo apesar daquela marcação do recuo, se perdeu. Absolutamente todas as bolas lançadas para Leandro Pereira fazer o pivô foram paradas pelo árbitro, que dava falta de nosso camisa 30. O Grêmio respondia com bolas perigosas passeando em nossa área; nossa dupla de zaga passou a exibir surpreendente insegurança.

Aos 25, talvez o lance do jogo: Edilson foi ao fundo e cruzou rasteiro; Pedro Rocha dominou de costas para o gol; cercado por quatro palmeirenses ainda conseguiu rolar para Luan, livre, e o atacante bateu de primeira, de curva, tirando de Jailson, mas a bola felizmente saiu a centímetros do rodapé esquerdo.

Já com o jogo se encaminhando para o fim, Cuca trocou Roger Guedes por Barrios, e o paraguaio quase empatou aos 40: pela esquerda, Dudu bateu falta na área; Fabiano espanou e Barrios pegou a sobra do lado direito para bater cruzado, forte, exigindo uma excelente intervenção de Marcelo Grohe. Foi o último lance agudo da partida, com os dois times ainda tentando mais um gol mas sem arriscar demais.

FIM DE JOGO

Foi um jogo típico de mata-mata. O Palmeiras encontrou dificuldades com o estilo de marcação imposto pelo Grêmio em seu território e nosso jogo não fluiu. As más atuações individuais de peças-chave de nosso jogo explicam um pouco o baixo rendimento. O time gaúcho também não fez muito para merecer a vantagem de dois gols e os 2 a 1 acabaram ficando de bom tamanho para ambos. O Palmeiras tem plenas condições de conseguir a classificação no jogo de volta.

Chega de Copa do Braisl por enquanto; voltamos a pensar no Brasileirão. Serão cinco dias até o jogo contra o Santa Cruz, no Arruda. Cuca poderá repensar o esquema ofensivo, cada vez mais manjado pelos adversários, e usar o vasto elenco que tem à disposição para apresentar novas variações para chegar ao gol adversário com menos sofrimento. VAMOS PALMEIRAS!

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