Corinthians 0 x 2 Palmeiras – 17/09/2016

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O jogador Moisés, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do SC Corinthians P, durante partida válida pela vigésima sexta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Corinthians (Foto: Cesar Greco).

Concluída a sequência casca grossa do campeonato com uma maravilhosa vitória sobre o maior rival na casa do adversário.

O jogo foi mais fácil do que se imaginava. Verdão entrou concentrado e abriu o placar logo de cara. Seguimos administrando e no segundo tempo ampliamos.

Liderança mantida e crise no rival. Agora é manter a pegada nas próximas rodadas. De nada adianta vencer os jogos difíceis e entregar contra os times “de menos peso”.

Faltam 12 para o título.

Jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão 2016.

Gols e melhores momentos, jogo na íntegra.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 2 PALMEIRAS
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data-Hora: 17/9/2016 – 16h
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkembrock (SC)
Público/renda: 39.879 pagantes/R$ 2.344.829,00
Cartões amarelos: Balbuena (COR), Thiago Santos, Moisés, Gabriel, Leandro Pereira (PAL)
Cartões vermelhos: Léo Príncipe (30’/2ºT)
Gols: Moisés (4’/1ºT) (0-1), Mina (31’/2ºT) (0-2)

CORINTHIANS: Cássio; Léo Príncipe, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Cristian (Marquinhos Gabriel, aos 15’/2ºT); Marlone, Camacho, Rodriguinho e Lucca (Romero, no intervalo); Gustavo. Técnico: Cristóvão Borges.

PALMEIRAS: Jailson; Jean, Mina, Edu Dracena e Egídio; Gabriel (Thiago Santos, no intervalo), Tchê Tchê e Moisés; Dudu (Rafael Marques, aos 25’/2ºT), Erik e Leandro Pereira (Róger Guedes, aos 34’/2ºT). Técnico: Cuca.

Palmeiras e Corinthians já se enfrentaram 360 vezes; vantagem é alviverde

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
16/09/2016 – 16:37h

Invicto no Dérbi há cinco jogos, o Palmeiras volta a encarar o Corinthians neste sábado (17), às 16h, no Itaquerão, em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro 2016. Ao todo, as equipes já se enfrentaram em 360 oportunidades, com 128 vitórias alviverdes, 110 empates e 122 triunfos corintianos.

A sequência de invencibilidade atual do Verdão conta com três vitórias e dois empates, sendo que uma das igualdades foi registrada na semifinal do Campeonato Paulista 2015, quando o Alviverde eliminou o rival da competição estadual na disputa de pênaltis, após o goleiro Fernando Prass defender duas cobranças.

No Itaquerão, palco da partida deste sábado (17), o Palmeiras disputou três jogos. Além do empate que valeu classificação no Paulistão, o Alviverde venceu um jogo do Campeonato Brasileiro por 2 a 0, em maio de 2015, e perdeu uma vez, por 1 a 0, em julho de 2014, também pela competição nacional.

O último confronto entre os times, válido pelo primeiro turno do Brasileirão, aconteceu no simbólico dia 12 de junho. No Allianz Parque, com gol de Cleiton Xavier, de cabeça, o Verdão venceu por 1 a 0. Foi a primeira vez que as equipes duelaram nesta data após a conquista do Campeonato Paulista de 1993 – vitória por 4 a 0 na grande decisão.

Já a maior goleada do confronto foi registrada em 1933. Naquela oportunidade, o Verdão emplacou sonoro 8 a 0 sobre o rival. Os gols foram marcados por Romeu (4), Imparato (3) e Gabardo. O resultado valeu tanto para o Campeonato Paulista como para o Torneio Rio-São Paulo daquele ano.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Em nosso salão de festas, não!!! Num dos jogos mais fáceis deste Brasileirão, o Verdão venceu o SCCP no Itaquerão, abriu quatro pontos de vantagem para o Flamengo e coloca pressão em todos os perseguidores – que a esta altura são apenas três. Depois de cinco jogos difíceis, o Verdão volta as atenções ao Botafogo-PB na Copa do Brasil, para retomar a caminhada rumo ao nono título brasileiro no sábado, contra o Coritiba, no Allianz Parque.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca veio com surpresa tripla na escalação: Egídio no lugar de Zé Roberto, vetado provavelmente por análise da Fisiologia; Erik e Leandro Pereira nos lugares de Roger Guedes e Gabriel Jesus. Cuca montou o time num 4-4-2 clássico, com Dudu recuado fazendo o quarto homem do meio-campo e Erik e Leandro Pereira se movimentando mais à frente.

E enquanto os times ainda se estudavam, uma falha gigante da defesa deles: Dudu espetou a bola na área; Vilson espanou e Moisés chegou batendo; a bola resvalou em Vilson, subiu e Moisés buscou a cabeçada para abrir as pernas de Cássio, que estava de vermelho, abrindo o placar.

O gol claramente mexeu com os nervos do time da casa, que já tinha que lutar com a baixa qualidade técnica do time e com a falta de organização tática. Tudo isso fez com que o jogo ficasse tranquilo para o Palmeiras, que se tivesse um pouco mais de ambição poderia ter aberto uma contagem elástica no primeiro tempo. Ao invés disso, ficou esperando os erros do SCCP no campo de defesa e só partia na boa.

O clima tenso no estádio fazia com que os jogadores do SCCP disputassem a bola com mais energia que as jogadas pediam, muitas vezes sendo desleais. Numa delas, Guilherme Arana pegou Tchê Tchê com muita força, e Héber Roberto Lopes não marcou nada. Questionado por Dudu, nosso capitão, o juiz desferiu-lhe um empurrão que, se fosse ao contrário, renderia alguns anos de suspensão e talvez até de cadeia para nosso camisa 7.

Aos 21, a única tentativa de gol do time da casa, num chute de longe de Gustavo – saiu por cima, sem perigo algum. Nossos volantes marcavam muito bem a linha de criação do SCCP, enquanto Marlone permanecia isolado sobre a linha lateral do lado direito. Assim, o Palmeiras foi tomando conta do jogo conforme o tempo passava e os nervos do adversário fritavam.

Aos 34, Erik tabelou com Dudu e se preparava para entrar na área quando foi puxado por Balbuena, que levou cartão. Egídio bateu, por cima. O volume do Verdão aumentava; aos 40, Dudu fez jogada pela esquerda e cruzou para a chegada de Erik por trás da zaga; ele golpeou de cabeça mas Cássio fez a defesa. Dudu ainda teve ótima chance aos 42, quando voltou a atuar como atacante e Moisés o deixou na cara do gol, mas ao entrar na área, perdeu o passo e o ângulo para a batida; ainda girou o corpo e cruzou, em cima de Cássio. Héber encerrou o primeiro tempo. No intervalo, a torcida local ficou revoltada, ameaçando sua própria diretoria e iniciando um confronto com a PM. Vejamos o que o STJD fará a respeito – provavelmente nada.

SEGUNDO TEMPO

Amarelado, Gabriel deu lugar a Thiago Santos. O time da casa tentou melhorar a produção ofensiva trocando Lucca por Romero – deslocado pela direita, o paraguaio empurrou Marlone para o lado esquerdo e de fato se tornou uma opção interessante de ataque.

Mas quem começou com tudo em cima foi o Verdão: Dudu cobrou escanteio para trás, Jean cruzou e quatro palmeirenses entraram livres na área, em condições legais; Edu Dracena estavam em melhores condições e cabeceou firme, buscando o canto esquerdo de Cássio, que apenas observou a bola lamber o poste antes de sair.

Um minuto depois, um sinal de que Romero poderia ser uma preocupação: ele recebeu dentro da área e tentou finalizar, mas tinha pouco ângulo e acabou saindo com bola e tudo. Aos 6, boa trama pela direita com Leo Príncipe, que tocou para Gustavo, que fez a parede para Camacho bater, mas Mina travou o chute, que saiu a escanteio.

O Palmeiras voltou a controlar o jogo depois deste breve momento do rival e seguiu criando chances claríssimas. Aos 11, Moisés fez uma jogada espetacular pela esquerda, driblando três adversários e servindo Leandro Pereira na marca do pênalti; ele escorou de primeira, mas em cima de Cássio, que conseguiu a defesa.

Guilherme Arana era o jogador mais lúcido do adversário: ele conseguiu uma boa jogada aos 13, indo ao fundo e cruzando para a chegada de Gustavo, que saiu da marcação de Mina e cabeceou com perigo. Cristóvão Borges então tentou criar um abafa, mandando Marquinhos Gabriel a campo no lugar de Cristian, recuando Camacho e deixando o time mais exposto.

Aos 18, Dudu cavou falta perto da bandeira de escanteio, do lado esquerdo; a batida foi curta para Tchê Tchê, que devolveu para Dudu, que cruzou com mais ângulo – a bola chegou em Mina, que cabeceou por cima. Pouco depois, nosso capitão deixou o campo para a entrada de Rafael Marques, já que o time da casa aumentava o volume de jogo e buscava empatar o jogo apenas na base das bolas aéreas, como aos 24 minutos: depois de um bate-rebate, Romero conseguiu uma boa testada, mas Jailson estava atento.

Aos 28, Egídio puxou um ótimo contra-ataque e cruzou rasteiro, a defesa rebateu para o meio e Leandro pereira chegou batendo, mas a bola saiu à direita de Cássio. A pressão continuava, e aos 30 Léo Príncipe, que já tinha amarelo, cortou um passe de Tchê Tchê com a mão e foi expulso. Na cobrança da falta, Jean alçou na área, Mina esticou a perna e tocou no canto de Cássio, fechando o placar.

Cuca ainda tentou construir uma goleada explorando o espaço na lateral direita do SCCP com Roger Guedes, e o time criou pelo menos duas boas chances de aumentar, mas ficou nisso mesmo. Roger Guedes terminou o jogo com um corte na cabeça, fruto de uma cotovelada desleal de Vilson, que já era idiota assim quando jogava por aqui.

FIM DE JOGO

Foi um Derby muito tranquilo, e nem usamos o Gabriel Jesus. Exterminamos a tão decantada invencibilidade do SCCP em nosso salão de festas e saímos da sequência de cinco jogos “cascudos” com 11 dos 15 pontos em jogo. Abrimos distância no início da rodada e jogamos toda a pressão para nossos perseguidores, que sabem que mesmo que ganhem não nos ultrapassarão nesta rodada. O time mostrou uma união espetacular ao fim do jogo. Até quem estava de fora, estava junto.

De quebra, ainda plantamos uma crise espetacular do lado de lá: torcida quebrando o pau na arquibancada e mais um técnico derrubado. E o melhor de tudo é que temos metade do sábado e o domingo inteiro para ficar saboreando tudo isto.

Faltam doze rodadas. VAMOS PALMEIRAS!

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