Palmeiras 3 x 2 Internacional – 30/09/2015

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SÃO PAULO, SP – 30.09.2015: PALMERAS X INTERNACIONAL – O jogador Andrei, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do SC Internacional, durante partida válida pelas quartas-de-final (volta), da Copa do Brasil, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Haja coração. Jogo emocionante. Vencemos um adversário forte e agora vamos às semifinais contra o Fluminense.

Abrimos 2 x 0 no primeiro tempo e parecia que a partida estava liquidada. Ledo engano. Tomamos o empate aos 28 do 2º. Como os deuses do futebol estavam do nosso lado, ficamos novamente a frente do marcador aos 29. O alívio parcial que se concretizaria com o apito final. Ufa!

Faltam 4 prélios para o título.

Jogo de volta válido pelas quartas de final da Copa do Brasil 2015.

FICHA TÉCNICA 
PALMEIRAS 3 X 2 INTERNACIONAL

DATA/HORÁRIO: 30/09/2015 – 22h
LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (GO)
ASSISTENTES: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos GO)

RENDA/PÚBLICO: 33.991 pagantes / R$ 2.375.335,00
CARTÕES AMARELOS: Dudu, Amaral e Lucas (PAL); Alex, William e Rodrigo Dourado (INT)
GOLS: Vitor Hugo, 7’/1ºT (1-0); Zé Roberto, 38’/2ºT (2-0); Anderson, 11’/2ºT (2-1); Lisandro López, 28’/2ºT (2-2); Andrei Girotto, 29’/2ºT (3-2)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Amaral (Andrei Girotto, intervalo) e Arouca; Robinho (Rafael Marques, 20’/2ºT), Dudu e Gabriel Jesus (Allione, 26’/2ºT); Lucas Barrios.  TÉCNICO: Marcelo Oliveira

INTERNACIONAL: Alisson; William, Paulão, Réver, Ernando (Rafael Moura, 33’/2ºT); Rodrigo Dourado (Taiberson, 46’/2ºT), Nilton, Anderson (Alisson Farias, 25’/2ºT) e Alex; Valdívia e Lisandro López.  TÉCNICO: Argel Fucks

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Num dos jogos mais eletrizantes dos últimos tempos, o Palmeiras conseguiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil ao vencer o Inter, no Allianz Parque, e agora pega o Fluminense, daqui a três semanas. A classificação tem um gosto especial, já que o Inter é um dos times que vinham atravessados em nossa garganta. O Palmeiras mostrou, mesmo sem jogar bem como gostaríamos, que não entra mais em campo em condições de inferioridade contra ninguém.

PRIMEIRO TEMPO

Aproveitando a animação do estádio, o Palmeiras impôs o ritmo no começo do jogo e ocupou o campo do Inter, que aceitou a pressão e permaneceu encolhido. O Verdão trocava passes tentando achar uma brecha, sem correr nenhum risco. Tanto fez, que aos sete, depois de cobrança de escanteio de Zé Roberto pela esquerda, Vitor Hugo saiu do chão e testou firme, no canto esquerdo de Alisson, abrindo o placar.

Com o gol, o Inter tentou mostrar força, subindo um pouco a marcação e disputando mais a ocupação do meio-campo. Alex, ao contrário do esperado, jogava como terceiro volante, e Anderson se posicionava mais à frente – uma clara tentativa de Argel de confundir uma possível marcação individual armada por Marcelo Oliveira.

De qualquer forma, o Palmeiras não jogava bem, caindo no mesmo erro do clássico de domingo, com os jogadores espalhados demais e tendo que apelar para passes longos, resultando em muitos erros. Por outro lado, a marcação estava encaixada e o Inter também não conseguia nada, tornando o jogo feio, apesar da tensão constante.

Aos 19, Robinho, que estava mais aberto pela direita, sentiu lesão na coxa esquerda e deu lugar a Rafael Marques. O desenho do time não mudou; nem Gabriel Jesus, nem Barrios eram acionados.

Aos 22, Arouca foi desarmado no ataque e ficou um buraco em nossa intermediária – não havia cobertura; Valdivia armou o contra-ataque rápido, acionando Anderson em velocidade; apenas observado por Amaral, ele tocou para Alex que cruzou. Jackson rebateu, e Rodrigo Dourado pegou a sobra e arriscou de fora, felizmente sem perigo. Aos 25, o Palmeiras bateu escanteio e a defesa do Inter recuperou a bola; rapidamente Anderson armou o contra-ataque, saiu em disparada, tabelou com Valdivia, envolveu Arouca e ia saindo na cara de Prass, mas no último toque adiantou demais e facilitou para nosso goleiro.

O Inter já jogava melhor. Aos 34, Amaral deu um passe errado, Anderson, o melhor do Inter, armou mais um contra-ataque; a bola chegou em Valdivia que tentou bater de fora, mas foi prensado por Zé Roberto e a bola foi a escanteio – Amaral levou cartão na jogada. Na cobrança, Nilton cabeceou na trave; ela voltou dentro da pequena área para Ernando, mas Amaral se recuperou da bobagem que iniciou o lance e travou em cima da hora.

A aflição já tomava conta do estádio diante da inoperância de nosso ataque, quando aos 36 o Verdão teve um pênalti: Dudu lançou da esquerda, Lucas se posicionou como centroavante e sairia na cara de Alisson; Alex se jogou em cima de nosso lateral para desequilibrá-lo. Wilton Sampaio colocou na cal; Zé Roberto bateu e fez o segundo do Verdão, trazendo um certo alívio geral.

O Inter sentiu o golpe. O Palmeiras fechou bem os espaços e mostrou que a partir daquele momento, jogaria para bloquear o time gaúcho e só desceria na boa. Aos 42, no entanto, Alex subiu e recebeu falta de Arouca. Valdivia bateu bem, mas a bola saiu por cima do ângulo direito de Prass. O último bom lance do primeiro tempo foi um escanteio batido da direita por Dudu, que Vitor Hugo cabeceou prensado com a zaga. E ficou nisso. Sem muitas emoções, o Verdão ia conseguindo uma classificação de forma bastante confortável. Mal sabíamos o que nos aguardava.

SEGUNDO TEMPO

Amarelado, Amaral deu lugar a Andrei Girotto, numa alteração usual de Marcelo Oliveira, sempre que um volante é advertido. O segundo tempo começou a toda velocidade, com o Inter decidido a buscar o resultado: logo a um minuto, numa falta quase do meio campo, Alex armou o chuveirinho; Paulão conseguiu o toque e Rodrigo Dourado completou, cabeceando para o chão, mas Fernando Prass fez uma defesa monstruosa, sem dar rebote. Um minuto depois o Verdão respondeu: Gabriel Jesus puxou uma bola viva por trás da zaga do Inter, Rafael Marques fechou pela direita e resolveu emendar para o gol, mas Alisson defendeu – Barrios e Dudu seriam melhores opções, livres na pequena área. Aos 3, Lucas se atrapalhou após escanteio, Lisandro López ficou com a bola viva ao lado da pequena área, tentou puxar para o gol, errou – e ele mesmo pegou a sobra, mas na sequência não conseguiu tocar para Réver, e nossa defesa rechaçou.

Após a maluquice inicial, o jogo voltou a ser jogado. O Inter, claramente se atirando pra cima do Palmeiras, que por sua vez estava bem posicionado para o contragolpe, com Dudu e Barrios só esperando uma bola. A partida parecia sob controle.

Mas aos dez, a tensão começou pra valer: Anderson ganhou de Lucas em jogada irregular, levantando demais o pé. Ele aproveitou, conduziu – seria desarmado por Jackson mas levou sorte, com a bola rebatida voltando em seus pés, em velocidade; saiu na cara de Prass e conseguiu fazer o gol, diminuindo o placar: o Inter ficava por um gol. E aos 13, Lisandro López quase matou todos os palmeirenses do coração: ele foi lançado pela esquerda, matou a bola com categoria e bateu forte; Prass defendeu espetacularmente – mas o péssimo Wilton Sampaio parou o lance, marcando toque com o braço do argentino.

O Verdão respondeu aos 15: Arouca lançou Lucas pela direita; ele escorou pra Dudu que cruzou rasteiro; Paulão rebateu e a bola voltou para o próprio Dudu, que bateu muito forte, de três dedos – a bola saiu por cima da meta de Alisson. Apesar deste lance, o Inter dominava completamente o jogo, mantendo a posse de bola. Vitor Hugo era um monstro na zaga, mais uma vez muito exposta. Aos 23, Valdivia recebeu uma bola na entrada da área; cortou para dentro e bateu colocado – Prass fez a ponte e saiu bem na foto.

Aos 25, depois de uma sequência de erros de Gabriel Jesus, Allione entrou em seu lugar. O meio-campo tendia a ficar mais encorpado – mas não deu tempo de comprovar: aos 28, a tragédia ensaiou aparecer: Allione fez falta em Alisson Farias, Alex cobrou; Rodrigo Dourado resvalou no primeiro pau e Lisandro López, na pequena área, tocou para o gol, observado de perto por Lucas.

Começou a passar aquele velho filme. Cruzeiro, Brasileiro de 98, gol do Fabio Junior. Santo André, Copa do Brasil de 2004, gol do Osmar. Enquanto isso, Allione tabelou com Lucas pela direita, e eu lembrei do Ipatinga em 2007. Andrei Girotto de cabeça, é gol, puta merda é GOL!

O Inter tinha o domínio. Mas um gol para cada lado – primeiro o deles, depois o nosso – foi o que precisávamos para reverter a tendência. Chegamos aos 30 minutos, e acabou a tática. O Inter por um gol, o coração de todos acelerado, pressão nas nuvens – a arterial, e a do Inter – mas o Palmeiras se reconstruiu moralmente.

Aos 32, Alisson Farias pegou uma sobra do lado esquerdo e emendou forte, Prass mandou a escanteio. Argel mandou o time todo pra cima, Alex ficou no flanco esquerdo ocupando a vaga de Ernando, que saiu para a entrada de Rafael Moura. E não houve um palmeirense na face da terra que não pensasse em tragédia com gol desse cara.

Com o Inter aberto, o Palmeiras teve a chance de matar o jogo. Aos 35, Dudu fez linda jogada em cima de Paulão pela esquerda e cruzou rasteiro; Alex rebateu mal e a bola se ofereceu para Rafael Marques, mas Alex se recuperou fechando o ângulo e impedindo que o chute do camisa 19 fosse para o gol. E a cada bola que o Inter pegava, era um desespero. Mas o Palmeiras conseguia se segurar e se posicionar para o contragolpe – aos 42, mais uma vez Dudu, desta vez pela direita; ele fez a jogada em cima de Alex e cruzou para Barrios, de frente com Alisson, que mostrou por que é um dos melhores goleiros do país e saiu nos pés do argentino, travando o quarto gol.

Lucas ainda teve tempo de cometer mais um erro ao rebater errado uma bola nos pés de Lisandro López, que bateu forte, alto, mas Prass conseguiu desviar a escanteio. O Verdão se segurou nos descontos e, enfim, vencemos.

FIM DE JOGO

Foi épico. O Inter valorizou demais nossa classificação, jogando melhor em nossa casa. Mas o Palmeiras mostrou força – e isso quer dizer time e torcida. O Inter não aproveitou seu mando, e agora lamenta. O Verdão avança e fica a quatro jogos do título. Agora, volta os olhos para o Brasileirão, tendo pela frente uma sequência de quatro jogos não tão complicados – antes de voltar a pensar no mata-mata. O fim de ano se desenha muito digno para o Palmeiras, e quem sabe, coberto de glórias. VAMOS PALMEIRAS!

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