Palmeiras 1 x 0 Santos – 26/04/2015

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SÃO PAULO, SP – 25.04.2015 – PALMEIRAS X SANTOS: O jogador Leandro Pereira, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Santos FC, durante partida válida pela final (ida) do Campeonato Paulista, Série A1, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Vitória importantíssima no primeiro prélio da final, porém, magra.

O placar mínimo a nosso favor joga a pressão para o lado santista, que precisa vencer para nos tirar o caneco. Contudo, fica a sensação de que cabia mais.

Abrimos o placar logo cedo no primeiro tempo e jogamos boa parte do 2º com um jogador a mais. O time abdicou de atacar e matar a decisão já no primeiro jogo. Espero que isto não nos custe o título.

Jogo de ida válido pela final do Paulistão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 SANTOS

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 26 de abril de 2015, ás 16h (de Brasília)
JUIZ: Vinicius Furlan (SP)
AUXILIARES: Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
PÚBLICO/RENDA: 39.479 pagantes / R$ 4.181.281,25
CARTÕES AMARELOS: Cleiton Xavier, Vitor Hugo, Gabriel e Victor Ramos (PAL); Lucas Lima (SAN)
CARTÃO VERMELHO: Paulo Ricardo, aos 11’/2ºT (SAN)

GOL: Leandro Pereira, aos 29’/1ºT (1-0);

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel, Arouca (Cleiton Xavier, 17’/2ºT), Robinho (Kelvin 35’/2ºT), Dudu e Rafael Marques; Leandro Pereira (Gabriel Jesus, 22’/2ºT). TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira.

SANTOS: Vladimir; Cicinho, Paulo Ricardo, David Braz e Victor Ferraz (Jubal, 13’/2ºT); Lucas Otávio, Renato, Chiquinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel, 34’/2ºT) e Ricardo Oliveira (Leandrinho, 42’/2ºT). TÉCNICO: Marcelo Fernandes.

Palmeiras recebe Santos pela 1ª vez no Allianz Parque; confira histórico

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
25/04/2015 – 15:59h

O jogo deste domingo (26) entre Palmeiras e Santos marcará a primeira vez do clássico no Allianz Parque. Inaugurada no último mês de novembro, a arena palmeirense já foi palco de embates do Verdão contra Corinthians e São Paulo, mas receberá o Santos pela primeira vez justamente na partida de ida da grande final do Campeonato Paulista 2015.

Se a história do Clássico da Saudade começará a ser escrita no Allianz Parque apenas a partir das 16h deste domingo (26), o mesmo não pode ser dito de outros tradicionais palcos do estado de São Paulo. No Palestra Italia, eterna casa alviverde, o Palmeiras enfrentou o Santos 70 vezes e levou a melhor em 36 oportunidades, além de 20 empates e 14 reveses, enquanto na Vila Belmiro, estádio da equipe do litoral paulista, o Verdão também é superior: 102 partidas, 43 vitórias palestrinas, 18 igualdades e 41 triunfos alvinegros.

No retrospecto geral de jogos, a vantagem é do Alviverde. Com uma boa vantagem no confronto direto, o Palmeiras registra, em 315 partidas, 133 triunfos sobre o Santos, 83 jogos que terminaram empatados e 99 derrotas.

A maior goleada da história do confronto aconteceu em dezembro de 1932, quando o Palmeiras emplacou um sonoro 8 a 0 sobre a equipe praiana. Além disso, a maior série invicta do embate pertence ao Verdão: 15 jogos, sendo 14 vitórias e um empate, entre julho de 1917 e junho de 1926.

Pós-Jogo

Fonte: http://www.verdazzo.com.br/jogo/ficha/id/5792/palmeiras-1-x-0-santos

Vencemos a primeira final! Pelas circunstâncias do jogo, fica a sensação de que podia ter sido por um placar mais dilatado, mas o que importa é que jogamos a pressão para o lado de lá e que se eles quiserem levantar esse caneco, ele será vendido muito caro. Para mais de 39 mil pessoas presentes ao estádio, o Verdão venceu o Santos por 1 a 0 e se não levar gols no jogo da semana que vem, será campeão paulista pela 23ª vez na História.

Era grande a expectativa pelas escalações, já que os dois técnicos fizeram mistério durante a semana. Depois de ensaiar um time alternativo, Oswaldo acabou entrando com o time tradicional, contando com a volta de Zé Roberto na lateral esquerda e com Leandro Pereira no comando do ataque. Já o Santos confirmou o desfalque de Robinho, o que acabou sendo uma grande surpresa, já que muita gente apostava que era migué da turma da baixada. Quem não surpreendeu ninguém foi Valdivia, que sequer ficou no banco de reservas, sem nenhuma condição de jogo.

O Verdão começou em cima do Santos, e o plano parecia ser jogar em cima de Paulo Ricardo. As jogadas com Dudu e Zé Roberto pela esquerda foram repetidas várias vezes, apostando num vacilo do jovem zagueiro, que poderia cometer um pênalti ou levar um cartão – ou mesmo entregar a rapadura.

Aos dez minutos, Arouca sentiu a coxa esquerda, mas seguiu no jogo. Cinco minutos depois, ao tentar um lançamento para Rafael Marques na esquerda, acusou novamente e precisou sair – Cleiton Xavier foi para o jogo, Robinho foi recuado para a cabeça de área, mas o time continuou com bastante intensidade seguindo o aparente plano de atacar pela esquerda.

Pois de tanto tentar pela canhota, acabou que a primeira tentativa pela direita surpreendeu a defesa do Santos, que foi envolvida aos 28 em rápida troca de passes entre Robinho, Cleiton Xavier e Lucas; o lateral foi ao fundo e cruzou por baixo, encontrando a perna comprida de Leandro Pereira, que fechava pelo meio e escorou no ângulo direito de Vladimir, que não teve chances. Um golaço, muito semelhante ao da partida contra o Botafogo – sinal evidente que não foi por acaso.

O Palmeiras mandava no jogo, exercendo total domínio do meio-campo. Robinho rendia bem na distribuição, invertendo o jogo a todo momento; Cleiton Xavier fazia um ótimo contraponto às jogadas pelos flancos – tanto que numa dessas saiu o gol. Quem destoava era Zé Roberto, que parecia um tanto sem ritmo. Mas apesar do claríssimo domínio, o time não criou muitas chances reais de gol – só que poderia ter ido para o intervalo com uma vantagem maior se o árbitro Vinicius Furlan, bem perto do apito final, tivesse marcado pênalti escandaloso de Geuvânio sobre Rafael Marques, após ótima tabela com Dudu – o atacante santista deslocou nosso camisa 19 por trás claramente no momento da conclusão a gol.

No intervalo, o árbitro foi cercado por jogadores do Palmeiras em função desse erro, e na confusão tanto Oswaldo de Oliveira quanto Marcelo Fernandes acabaram expulsos do campo. O Santos tentou voltar um pouco mais em cima do Palmeiras, tentando acionar mais Ricardo Oliveira, figura apagadíssima no primeiro tempo. Nossa dupla de zaga, no entanto, levava a melhor consistentemente. O Palmeiras percebeu a tática e deu campo ao Santos, armando-se para o contra-ataque. E aos dez, Leandro Pereira foi lançado por Rafael Marques, ganhava a disputa com Paulo Ricardo, que cometeu o pênalti. O árbitro usou a ajuda dos auxiliares para marcar o penal e para expulsar o zagueiro correto, já que se confundiu todo – e nessa foram quase cinco minutos até a péssima cobrança de Dudu, que encheu o pé e mandou a bola por cima – ela ainda raspou no travessão.

O Verdão sentiu muito a perda do pênalti e diminuiu o ritmo do jogo. Era claramente a chance de abrir dois gols e aproveitar o incêndio no estádio para nocautear o adversário, fazendo mais gols. Ocorreu o oposto, com o Santos se enchendo de brios e ensaiando até o empate, mesmo com um jogador a menos – tanto que aos 20, Ricardo Oliveira quase marca, ao receber brilhante lançamento de Lucas Lima, por trás da zaga; Vitor Hugo recuperou-se na jogada e cortou de forma espetacular, evitando o empate que seria catastrófico àquela altura.

Aos poucos, o Santos voltou ao normal e passou a valorizar o resultado, considerando que perder só de um no Allianz Parque ficava de ótimo tamanho. Gabriel entrou no lugar de Geuvânio e preocupou-se mais em fechar o meio-campo do que em encostar em Ricardo Oliveira. Oswaldo, que já tinha colocado Gabriel Jesus no Robinho, mandou Kelvin a campo, no lugar de Leandro Pereira. Não funcionou, pois o espaço deixado por Arouca (e depois por Robinho) não foi ocupado, e a distribuição do time ficou comprometida – seria o caso de Cleiton Xavier recuar para a função. Restou ao Palmeiras rodar a bola e tentar encontrar uma brecha, coisa que não ocorreu. O jogo foi até os 50 minutos, sem maiores chances de gol.

Se é fato que podíamos ter feito mais gols, também é fato que dominamos o jogo completamente, aproveitando os três desfalques importantes do time do Santos. Werley, Valencia e Robinho devem ter condição para o próximo jogo e a partida será certamente mais difícil – o que não quer dizer que não tenhamos plenas condições de conseguir um empate ou até mais uma vitória. Se alguém tem que comemorar algo, é quem conseguiu a vantagem. Se o Santos saiu contente de campo, deve ser muito mais pela consciência de que ficou barato do que pela confiança de que pode reverter.

O Verdão agora desvia o foco para a Copa do Brasil, quando enfrenta o Sampaio Corrêa, em São Luís. O mais provável é que Oswaldo aproveite os atletas que não estão nem inscritos no Paulista, e mescle com alguns reservas. A maioria dos jogadores que vai entrar em campo na Vila Belmiro deve permanecer em São Paulo, focados.

O novo público do estádio, apesar dos malditos bastões de bate-bate, criou uma atmosfera sensacional, aparentemente cada vez mais afeito a partidas de futebol. Sem dúvida este jogo foi mais um tijolo na construção da alma do estádio, a primeira de dezenas, centenas de finais a serem disputadas – e preferencialmente, vencidas pelo Verdão. Falta pouco. VAMOS, PALMEIRAS!

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